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Projeções indicam que o Super El Niño 2026-2027 pode repetir enchentes graves no Sul do Brasil

Meteorologistas alertam para a possibilidade de enchentes severas, semelhante ao histórico evento de 1982-1983, com implicações graves para a região.

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Projeções indicam que o Super El Niño 2026-2027 pode repetir enchentes graves no Sul do Brasil

Modelos atualizados em novembro sugerem que o fenômeno El Niño 2026-2027 pode replicar características do evento de 1982-1983, que teve consequências severas para a região Sul do Brasil.

Conforme os meteorologistas Estael Sias e Luiz Fernando Nachtigall, da MetSul, o aquecimento no Pacífico central e o aquecimento próximo à costa da América do Sul podem se desenvolver de maneiras diferentes, similar ao Super El Niño do passado, o que pode resultar em enchentes no Sul do Brasil.



Super El Niño: Projeções indicam comportamento parecido com evento que trouxe graves consequências ao Sul do Brasil

Foto: Reprodução/Metsul

Durante o fenômeno de 1982-1983, a região Niño 3.4 perdeu força, enquanto o Pacífico oriental, próximo ao Peru e ao Equador, continuou a aquecer, alcançando seu pico após o evento já estar em desaceleração. Isso destaca a importância de monitorar o El Niño Costeiro, que pode ter intensidade própria.

Projeções para 2026 e 2027

As projeções da NOAA, analisadas pela MetSul, indicam que o El Niño clássico pode atingir seu auge entre novembro e dezembro de 2026 e deve começar a enfraquecer no verão, com um retorno à neutralidade previsto entre maio e junho de 2027. Contudo, existe a possibilidade de um segundo pico no litoral do Peru e do Equador no outono de 2027.

O modelo ECMWF também aponta para um pico entre dezembro de 2026 e janeiro de 2027, mas promove a manutenção da intensidade por mais tempo, sem uma data concreta para o seu término. Nesse cenário, o El Niño Costeiro pode se intensificar novamente em 2027, gerando anomalias significativas no Pacífico oriental.

Consequências históricas do episódio de 1983

O El Niño de 1982-1983 teve repercussões graves no Sul do Brasil, com chuvas excepcionais entre maio e julho de 1983 que levaram a enchentes de grandes proporções e destruição de infraestrutura em diversas cidades e áreas rurais de Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

Em Santa Catarina, a situação foi particularmente crítica. O Vale do Itajaí enfrentou chuvas torrenciais; em Blumenau, o Rio Itajaí-Açu alcançou 15,34 metros em sua cota, e a inundação permaneceu por 32 dias, isolando milhares de moradores. O desastre afetou dezenas de municípios, resultou em mortes e deixou quase 200 mil pessoas desabrigadas.

Por que o alerta é pertinente

O histórico revela que um El Niño intenso e prolongado pode modificar a circulação atmosférica, promovendo meses seguidos de chuvas acima da média no Sul do Brasil. Isso favorece a saturação dos solos e a subida dos rios, aumentando significativamente o risco de enchentes.

A interação entre um forte El Niño clássico e um possível reforço costeiro no Pacífico oriental pode ampliar consideravelmente os impactos climáticos na América do Sul ao longo de 2027.

Bruno Tavares

Desenvolvedor Web

Bruno Tavares é redator esportivo, empreendedor digital e especialista em produção de conteúdo para a internet. No Radar Sul, acompanha o futebol brasileiro e internacional, a Seleção Brasileira, os bastidores dos clubes e o mercado da bola, produzindo notícias claras, diretas e relevantes para o torcedor. Também atua com SEO e estratégias digitais desde 2008.

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