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Transporte rodoviário no Paraná enfrenta desafios que afetam competitividade do agronegócio

Desafios na infraestrutura e na mão de obra do transporte rodoviário ameaçam o escoamento eficiente da produção agropecuária no estado.

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Transporte rodoviário no Paraná enfrenta desafios que afetam competitividade do agronegócio

Desafios do transporte rodoviário impactam a competitividade do agro no Paraná

O crescimento da produção agropecuária brasileira gera uma demanda crescente por transporte, revelando gargalos na infraestrutura rodoviária que ameaçam a competitividade da cadeia logística. Os desafios foram destacados por Cledson Baptista, assessor comercial da G10 Transportes de Maringá (PR), durante o painel “Os caminhos de um Sul mais competitivo”, que ocorreu em Curitiba na última terça-feira (13), antes da cerimônia de premiação das 100 maiores empresas do estado.

A dependência do modal rodoviário é um dos principais pontos críticos. Baptista apresentou que entre 65% e 67% da produção agropecuária do Brasil é transportada por caminhões, que são essenciais tanto para o deslocamento de cargas até os portos quanto para conectar propriedades rurais a cooperativas e indústrias. No Paraná, o papel do Porto de Paranaguá é estratégico, sendo responsável por um fluxo significativo da safra e pela entrada de 70% do total de fertilizantes no país.

Com uma previsão de safra recorde de 365 milhões de toneladas de grãos para a temporada 2026/2027, as condições climatéricas serão um fator determinante. Embora o Porto de Paranaguá continue sendo vital para o escoamento, o Arco Norte já superou o terminal paranaense em volume de movimentação. Segundo Baptista, isso indica que a diversificação dos corredores deve ser acompanhada por uma atenção redobrada aos desafios de capacidade e custo nos diferentes modais de transporte.

Outro ponto de destaque é a questão da mão de obra. O Brasil enfrenta uma redução de 21% no número de caminhoneiros habilitados na última década, caindo de 5,6 milhões em 2015 para 4,4 milhões em 2026. A combinação do envelhecimento dessa força de trabalho com as crescentes exigências de qualificação para dirigir veículos modernos agrava a situação. Além disso, a idade média da frota de caminhões é alarmante: 14,3 anos em geral, chegando a 22,4 anos entre transportadores autônomos.

O diesel, que compõe de 40% a 55% do custo operacional das transportadoras, também coloca pressão sobre o setor. O preço do combustível registrou uma alta de 21,1% até o início de outubro. Dados recentes indicam que a venda de caminhões caiu 7,2% até julho e a de implementos rodoviários 2,7% até agosto, refletindo a dificuldade das transportadoras em repassar os custos ao frete.

Por fim, o endurecimento da fiscalização em relação ao piso mínimo de frete representa mais uma camada de pressão regulatória. Baptista ressaltou que as multas podem atingir até R$ 1 milhão e o descumprimento das normas pode resultar na suspensão do registro do transportador. A reforma tributária em andamento também demandará uma adaptação por parte das empresas nos próximos anos, até 2033.

Bruno Tavares

Desenvolvedor Web

Bruno Tavares é redator esportivo, empreendedor digital e especialista em produção de conteúdo para a internet. No Radar Sul, acompanha o futebol brasileiro e internacional, a Seleção Brasileira, os bastidores dos clubes e o mercado da bola, produzindo notícias claras, diretas e relevantes para o torcedor. Também atua com SEO e estratégias digitais desde 2008.

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