Radar»Política»Ligue 180 registra 1.564 denúncias de violência política contra mulheres no Brasil entre janeiro e agosto de 2026, com impactos em diversas regiões, incluindo o Rio Grande do Sul e Paraná

Ligue 180 registra 1.564 denúncias de violência política contra mulheres no Brasil entre janeiro e agosto de 2026, com impactos em diversas regiões, incluindo o Rio Grande do Sul e Paraná

O aumento das denúncias revela um cenário alarmante de violência política contra mulheres, destacando a urgência de ações efetivas para garantir seus direitos e participação na política.

Resumir com:
Compartilhar:
Ligue 180 registra 1.564 denúncias de violência política contra mulheres no Brasil entre janeiro e agosto de 2026, com impactos em diversas regiões, incluindo o Rio Grande do Sul e Paraná

O número de denúncias de violência política contra mulheres na Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 alcançou 1.564 casos entre janeiro e agosto de 2026. Essas denúncias correspondem a 1.581 violações identificadas como violências políticas, num contexto onde o Brasil passa por eleições gerais. Uma única denúncia pode envolver mais de um tipo de violência, o que explica a diferença entre os números.

A secretária Nacional de Articulação Intersetorial e Interfederativa e Participação Política do Ministério das Mulheres, Sandra Kennedy, relaciona a violência política à ampla dificuldade feminina nos espaços de decisão, vinculando-a a um aumento da misoginia, violência doméstica e feminicídio em uma sociedade patriarcal. “É assustador porque as violências políticas são, no fundo, questões estruturais, sejam elas no limite da ameaça à vida, sejam essas violências cotidianas e veladas que tentam desestimular a participação da mulher na política”, declarou Kennedy.

Perfil das Vítimas

As mulheres negras e pardas são as mais afetadas, representando mais de 53% das denúncias (842 casos), seguidas por 590 (37,72%) casos de mulheres brancas. Os demais 132 (8,44%) casos envolvem mulheres de outras raças. Os dados indicam um padrão preocupante, com São Paulo registrando 430 denúncias, seguido do Rio de Janeiro (260), Minas Gerais (149), Bahia (89), Rio Grande do Sul (62), Paraná (61) e Santa Catarina (56).

Tipos de Violência

Dentre as violações, destacam-se a discriminação e desigualdade de tratamento, ameaças, difamação, e ataques racistas e transfóbicos. Crimes mais graves incluem ameaças de morte, vandalização de campanha e coação. Sandra Kennedy discutiu a gravidade do vandalismo direcionado a mulheres, relatando que até os banners são alvos de ataques específicos.

Comparativo com 2025

Em 2025, o Ligue 180 registrou 2.310 denúncias, com 2.334 violações. Somente no período de janeiro a agosto do ano passado, foram 1.649 denúncias. A secretária destaca que a diminuição em um ano não reflete necessariamente uma tendência de queda, podendo indicar uma subnotificação ainda maior do problema.

Justiça Eleitoral

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) identificou a violência política de gênero como um dos principais obstáculos à participação das mulheres na política. Este ano, o número de processos relacionados ao tema aumentou de 15, em 2022, para 177, com 26 casos diretamente ligados à campanha eleitoral de 2026.

Protocolos de Atendimento

O levantamento do Ministério das Mulheres é parte do Protocolo de Enfrentamento à Violência Política Contra as Mulheres. Este protocolo visa fortalecer a proteção dos direitos políticos femininos e garantir a punição adequada aos agressores.

Orientações para Denúncias

Pessoas que conheçam casos de violência política contra mulheres podem denunciar por meio dos seguintes canais:

  • Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180: atendimento gratuito e sigiloso, disponível 24 horas.
  • Ouvidoria das Mulheres do Conselho Nacional do Ministério Público.
  • Procuradoria-Geral Eleitoral.
  • Ouvidoria Nacional da Mulher do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
  • Polícia Federal.
  • Defensoria Pública da União (DPU).
  • Em situações de emergência, acionar a Polícia Militar pelo telefone 190.

Esses dados e informações ressaltam a urgência da questão e a necessidade de mais mulheres nos espaços de poder.

Fonte: Agência Brasil

Bruno Tavares

Desenvolvedor Web

Bruno Tavares é redator esportivo, empreendedor digital e especialista em produção de conteúdo para a internet. No Radar Sul, acompanha o futebol brasileiro e internacional, a Seleção Brasileira, os bastidores dos clubes e o mercado da bola, produzindo notícias claras, diretas e relevantes para o torcedor. Também atua com SEO e estratégias digitais desde 2008.

SEOWordPressMarketing