Um ciclone extratropical deve mudar o tempo na Região Sul neste fim de semana, trazendo chuva intensa, temporais, granizo e ventos de até 100 km/h ao Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Os acumulados de chuva podem chegar a 200 mm em algumas áreas, de acordo com o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia).
A previsão é de que a chuva atinja até 100 mm em apenas 24 horas. Após a passagem do sistema, uma nova massa de ar frio deve provocar queda nas temperaturas, com mínimos que podem atingir 4°C ou menos em determinados pontos da região.
Ciclone extratropical avança pelo Sul
A instabilidade começou na sexta-feira (18), especialmente no Rio Grande do Sul, sendo intensificada pela formação de uma área de baixa pressão sobre a Argentina. No sábado (19), o sistema se espalha por toda a Região Sul, aumentando o risco de temporais e chuva volumosa.
Chuva pode chegar a 200 mm
A previsão indica acumulados de até 200 mm entre os três estados da região. O Inmet também alerta para a possibilidade de ventos atingindo 100 km/h e ocorrência de granizo, o que pode provocar quedas de árvores, interrupções no fornecimento de energia elétrica, danos a plantações, alagamentos e pequenos deslizamentos de terra.
Cinco estados têm alertas
O Inmet emitiu avisos de perigo para cinco estados:
- Rio Grande do Sul
- Santa Catarina
- Paraná
- Mato Grosso do Sul
- São Paulo
No Sul, os maiores volumes de chuva são esperados principalmente no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, enquanto em Mato Grosso do Sul e São Paulo, a previsão é de acumulados de até 50 mm.
Chuva pode continuar até terça-feira
As condições de instabilidade devem persistir até terça-feira (22), com pancadas de chuva registradas em várias áreas. Após esse período, a instabilidade se deslocará para o norte, diminuindo a intensidade da chuva na Região Sul e afetando áreas do Sudeste e do Centro-Oeste.
Frio chega depois do ciclone
Após a passagem do ciclone, uma nova massa de ar frio deverá avançar pelo Brasil, alcançando o Sul entre segunda (21) e terça-feira (22). Embora menos intensa que as anteriores, essa massa pode levar as temperaturas novamente a 4°C ou menos, o que favorecerá a formação de geadas em alguns municípios.
