A catástrofe climática que afetou 90% dos municípios gaúchos traz um impacto financeiro significativo, com previsões de gastos variando entre R$ 110 bilhões e R$ 176 bilhões. Os números são parte do relatório “Macro Impactos Econômicos das Enchentes”, produzido pela consultoria Bateleur e apresentado à diretoria da Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul (Federasul). O estudo baseia suas estimativas em parâmetros internacionais relacionados a eventos similares, considerando o custo médio global de resposta a desastres naturais e a necessidade de reconstrução da infraestrutura estadual e nacional.
Fernando Marchet, CEO da Bateleur e vice-presidente da Federasul, destacou que as enchentes impactarão negativamente o crescimento econômico gaúcho. Inicialmente, esperava-se uma alta de 4,32% na economia do estado para esse ano, mas após os desastres, a previsão é de uma queda de 0,77%. Em um cenário mais pessimista, essa retração pode chegar a até 2%. O relatório também menciona a necessidade de um levantamento mais preciso dos prejuízos em diversos setores, incluindo agronegócio, indústria e serviços, ressaltando que muitos danos ainda não foram totalmente contabilizados.
