Polícia Civil investiga ataques contra microempreendedora em Francisco Beltrão
A Polícia Civil de Francisco Beltrão investiga ofensas direcionadas à microempreendedora Aliliane Souza Santos, conhecida como Lily do Acarajé. O caso envolve áudios com xingamentos à comerciante baiana e a circulação de uma lista que propõe boicote a empresas e profissionais supostamente associados ao Partido dos Trabalhadores (PT).
De acordo com o delegado Ricardo Moraes, a investigação visa identificar os responsáveis pelas mensagens ofensivas e verificar se outras vítimas também foram alvo de manifestações semelhantes. A análise inicial aponta que as referências à origem de Lily podem caracterizar discriminação, incluindo o racismo.
“As questões levantadas deixam claro o preconceito pela origem dela. Aparentemente, não se referem a candidatos, mas sim à sua procedência, vinculando isso a uma conotação negativa”, afirma o delegado. Moraes acrescenta que a legislação prevê a possibilidade de enquadrar condutas discriminatórias relacionadas à origem nacional. Dependendo das evidências coletadas, o caso pode ser tratado como injúria racial ou racismo.
A investigação tem previsão de durar até 30 dias, podendo ser prorrogada conforme necessário. O delegado ressaltou que a Polícia Civil está focada em identificar os números de telefone utilizados nas mensagens e confirmar a autoria dos áudios.
A pena para o crime de injúria racial varia de dois a cinco anos de prisão, além de multa. Já a disseminação de preconceito pode resultar em pena de um a três anos de reclusão, além de multa.
A análise da lista que sugere boicote a pessoas e estabelecimentos vinculados ao PT também será levada em conta durante a investigação.
