Radar»Política»Paraná é o segundo estado com mais registros de violência política contra mulheres, com 19 processos em 2026

Paraná é o segundo estado com mais registros de violência política contra mulheres, com 19 processos em 2026

Relatório do TSE revela crescimento alarmante nos casos de violência política de gênero, destacando a urgência de medidas para proteger candidatas e garantir a igualdade nas eleições.

Resumir com:
Compartilhar:
Paraná é o segundo estado com mais registros de violência política contra mulheres, com 19 processos em 2026

Os estados de Paraná, São Paulo e Minas Gerais lideram o número de processos autuados na Justiça Eleitoral por violência política de gênero em 2026, conforme relatório apresentado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) nesta semana. Desde o início do ano até 21 de setembro, o Brasil contabilizou 177 processos, sendo que São Paulo responde por 29 casos, seguido por Paraná com 19 e Minas Gerais com 17, totalizando 65 processos, ou seja, cerca de 37% do total.

De acordo com os dados do TSE, outros estados também registraram casos, destacando-se no ranking:

  1. São Paulo: 29 processos
  2. Paraná: 19 processos
  3. Minas Gerais: 17 processos
  4. Rio de Janeiro: 14 processos
  5. Santa Catarina: 10 processos
  6. Pará: 9 processos
  7. Ceará: 8 processos
  8. Rio Grande do Sul: 8 processos
  9. Mato Grosso: 7 processos
  10. Distrito Federal: 6 processos
  11. Paraíba: 5 processos
  12. Pernambuco: 5 processos
  13. Bahia: 5 processos
  14. Goiás: 4 processos
  15. Maranhão: 4 processos
  16. Mato Grosso do Sul: 4 processos
  17. Espírito Santo: 3 processos
  18. Amazonas: 3 processos
  19. Tocantins: 3 processos
  20. Rio Grande do Norte: 2 processos
  21. Acre: 1 processo

Esses números já superam os registrados no mesmo período do ano anterior, que chegou a 149 processos de janeiro a agosto de 2026, com uma alta de 380% em comparação ao mesmo intervalo em 2024.

Os dados foram apresentados durante o lançamento do painel "Violência Política TEM Gênero", uma iniciativa do TSE para monitorar e coibir casos de violência política contra mulheres, que foi oficializada com a assinatura de um protocolo de intenções entre o TSE e a Procuradoria-Geral Eleitoral. A tipificação da violência política contra mulheres no Código Eleitoral ocorre desde 2021, prevendo punições para atos constrangedores destinados a candidatas ou detentoras de mandato.

No Paraná, a candidata ao Senado, Gleisi Hoffmann (PT), protocolou uma notícia-crime contra candidatos adversários, alegando casos de assédio e ataques à sua imagem. Em outros estados, medidas semelhantes foram adotadas, evidenciando o preocupante cenário de violência política.

A violência política, além de ser um crime, é uma barreira que pode afastar mulheres do campo político, conforme destacado por membros do TSE. O aumento da intimidação e do constrangimento direcionados a candidatas pode impactar negativamente a participação feminina nas eleições.

Fonte: TSE

Bruno Tavares

Desenvolvedor Web

Bruno Tavares é redator esportivo, empreendedor digital e especialista em produção de conteúdo para a internet. No Radar Sul, acompanha o futebol brasileiro e internacional, a Seleção Brasileira, os bastidores dos clubes e o mercado da bola, produzindo notícias claras, diretas e relevantes para o torcedor. Também atua com SEO e estratégias digitais desde 2008.

SEOWordPressMarketing