Os estados de Paraná, São Paulo e Minas Gerais lideram o número de processos autuados na Justiça Eleitoral por violência política de gênero em 2026, conforme relatório apresentado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) nesta semana. Desde o início do ano até 21 de setembro, o Brasil contabilizou 177 processos, sendo que São Paulo responde por 29 casos, seguido por Paraná com 19 e Minas Gerais com 17, totalizando 65 processos, ou seja, cerca de 37% do total.
De acordo com os dados do TSE, outros estados também registraram casos, destacando-se no ranking:
- São Paulo: 29 processos
- Paraná: 19 processos
- Minas Gerais: 17 processos
- Rio de Janeiro: 14 processos
- Santa Catarina: 10 processos
- Pará: 9 processos
- Ceará: 8 processos
- Rio Grande do Sul: 8 processos
- Mato Grosso: 7 processos
- Distrito Federal: 6 processos
- Paraíba: 5 processos
- Pernambuco: 5 processos
- Bahia: 5 processos
- Goiás: 4 processos
- Maranhão: 4 processos
- Mato Grosso do Sul: 4 processos
- Espírito Santo: 3 processos
- Amazonas: 3 processos
- Tocantins: 3 processos
- Rio Grande do Norte: 2 processos
- Acre: 1 processo
Esses números já superam os registrados no mesmo período do ano anterior, que chegou a 149 processos de janeiro a agosto de 2026, com uma alta de 380% em comparação ao mesmo intervalo em 2024.
Os dados foram apresentados durante o lançamento do painel "Violência Política TEM Gênero", uma iniciativa do TSE para monitorar e coibir casos de violência política contra mulheres, que foi oficializada com a assinatura de um protocolo de intenções entre o TSE e a Procuradoria-Geral Eleitoral. A tipificação da violência política contra mulheres no Código Eleitoral ocorre desde 2021, prevendo punições para atos constrangedores destinados a candidatas ou detentoras de mandato.
No Paraná, a candidata ao Senado, Gleisi Hoffmann (PT), protocolou uma notícia-crime contra candidatos adversários, alegando casos de assédio e ataques à sua imagem. Em outros estados, medidas semelhantes foram adotadas, evidenciando o preocupante cenário de violência política.
A violência política, além de ser um crime, é uma barreira que pode afastar mulheres do campo político, conforme destacado por membros do TSE. O aumento da intimidação e do constrangimento direcionados a candidatas pode impactar negativamente a participação feminina nas eleições.
Fonte: TSE
