O Paraná registrou 268 denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho em apenas três dias, segundo dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) no último sábado (31). O estado ocupa a quarta posição no ranking nacional de notificações e lidera na Região Sul. No total, o Brasil contabilizou 4.305 denúncias desde a quarta-feira (28).
No Sul, Santa Catarina é a segunda colocada, com 259 registros, enquanto o Rio Grande do Sul segue com 230 denúncias. Juntos, os três estados somam 757 ocorrências, representando 17,6% do total nacional.
A maior parte das denúncias foi registrada na Região Sudeste, com 2.087 notificações, o que equivale a 48,5% do total. São Paulo lidera o levantamento com 1.325 registros, seguido por Rio de Janeiro (354) e Minas Gerais (345).
É importante destacar que essas denúncias são recebidas pelos órgãos federais, mas não significam que os casos estejam comprovados. O MTE afirmou que todos os relatos estão sendo analisados pela Auditoria Fiscal do Trabalho.
O canal de denúncias foi criado na quarta-feira (28), após campanhas nas redes sociais que incentivavam a demissão de trabalhadores identificados com a esquerda em reação ao resultado das eleições.
Além disso, o Ministério Público do Trabalho (MPT) também contabilizou 2.400 denúncias de assédio eleitoral ao longo do ano, sendo 530 registradas após a divulgação dos resultados eleitorais.
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, enfatizou a importância de respeitar a liberdade de escolha política dos trabalhadores, defendendo que ninguém deve ser constrangido ou discriminado por suas preferências políticas.
O assédio eleitoral pode ocorrer quando empregadores ou superiores pressionam funcionários em função de suas opções políticas, incluindo ameaças de demissão e intimidações. Dependendo das circunstâncias, essas condutas podem ser consideradas crimes eleitorais.
Em uma ação civil pública, a Justiça do Trabalho determinou que a Meta, responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp, removesse conteúdos que incentivassem o monitoramento ou a dispensa de funcionários por suas escolhas eleitorais, sob pena de indenização de R$ 50 milhões por danos morais coletivos.
Trabalhadores que enfrentarem ou testemunharem pressão política, ameaças ou discriminação no ambiente de trabalho podem encaminhar denúncias ao MTE ou ao MPT, que disponibilizam um formulário eletrônico para registro anônimo.
Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego
