Entidades repudiam listas de boicote por divergências políticas
A disseminação de listas que identificam empresas, comerciantes, profissionais liberais e trabalhadores com o objetivo de boicotá-los devido a suas preferências políticas gerou uma reação de entidades representativas e órgãos do sistema de Justiça. Nos últimos dias, organizações empresariais e seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), além do Ministério Público do Trabalho (MPT), passaram a alertar sobre os riscos jurídicos e democráticos associados a essas práticas.
Essa mobilização ocorre em um contexto de aumento de relatos de constrangimentos, discriminação e retaliações que foram registrados após as eleições de 2026.
Setor de Bares e Restaurantes
O setor de bares e restaurantes está entre os mais afetados por esse tipo de lista. A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) foi uma das primeiras entidades a se manifestar oficialmente. Em uma nota, a associação repudiou as listas que associam estabelecimentos a posicionamentos políticos e incentivam os consumidores a deixarem de frequentá-los.
A Abrasel alertou que campanhas destinadas a prejudicar economicamente empresas podem resultar em responsabilização civil e judicial. Essas iniciativas não afetam apenas os proprietários, mas também os funcionários que dependem da atividade econômica para sua subsistência.
Manifestação da OAB
A OAB no Tocantins também divulgou uma nota em repúdio às listas que expõem empresas e profissionais em razão de suas preferências políticas. A entidade destacou que a liberdade de expressão e a pluralidade de ideias são fundamentais para o Estado Democrático de Direito. A OAB advertiu que atos discriminatórios podem levar a responsabilizações legais e que divergências eleitorais não devem justificar perseguições econômicas ou violações de direitos.
Posição do Ministério Público do Trabalho
O Ministério Público do Trabalho identificou que plataformas digitais estão sendo usadas para incentivar empresas a vigiar, expor, deixar de contratar ou demitir funcionários com base em suas escolhas eleitorais.
