Um temporal atingiu diversas regiões do Brasil, incluindo partes do Sul, neste último fim de semana. Intensas rajadas de vento, acompanhadas de chuvas volumosas, foram registradas em estados como Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e no Sul do Brasil.
Segundo o meteorologista Alexandre Nascimento, especialista da Nottus, as tempestades foram provocadas pela combinação de uma frente fria com um ciclone extratropical. Esse sistema se formou após um dia quente e abafado nas regiões afetadas, ajudando na formação de nuvens carregadas.
A velocidade do vento foi alarmante, superando os 120 km/h em Cachoeira Paulista, no interior de São Paulo, com outras localidades enfrentando rajadas de até 90 km/h. Nascimento relacionou a intensidade dos fenômenos às mudanças climáticas, afirmando que “hoje em dia, tudo é superlativo — calor é calor demais, frio é frio demais”, resultando em rápidas mudanças que levam a tempestades severas.
### Tornados e Microexplosão Atmosférica
A instabilidade do clima favoreceu a formação de supercélulas, que podem gerar tornados, algo que Nascimento destacou como frequência crescente, especialmente no Sul do Brasil. Recentemente, foram registrados fenômenos desse tipo em Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul. Ele acrescentou que a tecnologia atual melhora a detecção desses eventos, que já foram observados no Brasil desde as décadas de 1970 e 1980.
Em Cachoeira Paulista, também foi registrada uma microexplosão atmosférica, que se caracteriza por uma potente rajada de vento descendente que pode arrastar objetos e causar destruição. Nascimento explicou que, ao contrário do tornado, que possui um formato de funil, a microexplosão provoca dano de maneira vertical e intensa.
Esses eventos climáticos ressaltam a necessidade de estarmos atentos às previsões e preparados para enfrentar as consequências das mudanças no clima, que, segundo especialistas, estão se tornando cada vez mais frequentes e intensas.
