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A Inteligência Artificial como ‘bicicleta do cérebro’: palestra no Tecnopuc Experience destaca a importância da governança e capacitação

Professor Alsones Balestrin discute como a inteligência artificial pode revolucionar o trabalho humano, ressaltando a necessidade de governança e capacitação para seu uso ético e eficaz.

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A Inteligência Artificial como 'bicicleta do cérebro': palestra no Tecnopuc Experience destaca a importância da governança e capacitação

A inteligência artificial (IA) é abordada como uma ferramenta poderosa para potencializar a capacidade humana, comparada à “bicicleta do cérebro”, durante a palestra do professor Alsones Balestrin, realizada no Tecnopuc Experience. Segundo ele, a IA pode amplificar a eficiência do trabalho intelectual, mas seu uso seguro e ético exige uma preparação adequada e governança.

Transformação no mercado de IA

Balestrin destacou que, de acordo com projeções da ONU, o mercado de IA deve crescer exponencialmente, passando de US$ 189 bilhões em 2023 para US$ 4,8 trilhões em 2033, um aumento de 24 vezes em apenas dez anos. A palestra abordou o conceito de “Inteligência Aumentada”, proposto pelo inventor Douglas Engelbart, que refere-se ao uso da IA como uma alavanca para ampliar o acesso ao conhecimento, sem substituir o humano.

Ele comentou que o avanço da IA representa um desafio para profissões que tradicionalmente requerem pensamento crítico, como advogados e médicos, enquanto funções mais manuais, como a de jardineiros, estão menos ameaçadas.

Para Balestrin, capacitação humana e definição de mecanismos de governança são indispensáveis no uso da IA por empresas Tecnopuc/divulgação

Desafios e considerações éticas

Apesar do potencial transformador, Balestrin chamou a atenção para duas “más notícias” relacionadas ao uso da IA. Primeiramente, a incerteza de sua eficácia, uma vez que a IA é uma ferramenta probabilística que pode falhar. Em segundo lugar, a descompasso entre a rápida evolução da tecnologia e a adaptação cultural e organizacional, que ocorre de maneira linear.

Ele enfatizou a importância da governança na implementação da IA, ressaltando que o Brasil está caminhando para regular o setor com o Projeto de Lei 2338/23, que busca trazer normas semelhantes às do EU AI Act, impondo multas de até R$ 50 milhões por não conformidade.

A importância da capacitação

Balestrin também abordou a questão do “shadow AI”, que ocorre quando funcionários utilizam ferramentas de IA de maneira clandestina, colocando dados sigilosos a risco. Ele destacou que para cada dólar investido em tecnologia, as empresas devem alocar dois em capacitação, enfatizando que a literacia em IA é essencial para os profissionais.

Reflexões sobre o futuro da IA

O palestrante encerrou sua fala refletindo sobre a tolerância da sociedade em relação a erros humanos versus erros de máquinas. Segundo ele, enquanto aceitamos a falha humana, a falha de uma máquina gera grande repercussão negativa. Apesar dos desafios, ele defendeu que o espaço para a inovação reside na capacidade humana de ousar e pensar de forma criativa, algo que a IA atualmente não consegue proporcionar.

Para as empresas que estão dispostas a adotar a IA com responsabilidade, Balestrin recomenda preparar a equipe, implementar uma governança adequada e estar abertas para aprender e inovar dentro desse novo contexto tecnológico.

Bruno Tavares

Desenvolvedor Web

Bruno Tavares é redator esportivo, empreendedor digital e especialista em produção de conteúdo para a internet. No Radar Sul, acompanha o futebol brasileiro e internacional, a Seleção Brasileira, os bastidores dos clubes e o mercado da bola, produzindo notícias claras, diretas e relevantes para o torcedor. Também atua com SEO e estratégias digitais desde 2008.

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