Um complexo de energia solar, composto por mais de 558 mil painéis fotovoltaicos, será responsável por fornecer eletricidade para metrôs, trens, veículos leves sobre trilhos (VLTs) e rodovias em diversas regiões do Brasil. O abastecimento resulta de um acordo de 15 anos firmado entre a EDP e a Motiva, com o objetivo de reduzir em 25% os gastos da Motiva com energia elétrica em comparação com 2023.
A parceria, anunciada em 28 de outubro de 2026, abrange 13 concessões e prevê um fornecimento contratado de 9,3 megawatts médios (MW médios), o que corresponde a aproximadamente 15% da demanda total de eletricidade da Motiva. Ao todo, 154 unidades consumidoras serão atendidas, abrangendo operações em São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul.
A energia será gerada pelo Complexo Solar Novo Oriente, localizado em Ilha Solteira (SP), com início de fornecimento previsto para o começo de 2027. Este complexo, um dos maiores do estado, possui capacidade instalada de 254 MW e atende uma demanda mensal equivalente ao consumo de aproximadamente 375 mil residências.
Complexo Solar em Ilha Solteira
O Complexo Solar Novo Oriente conta com 558 mil módulos solares e 82 inversores, que convertem a energia gerada para uso na rede elétrica. O investimento total na implantação do complexo foi de R$ 1,22 bilhão, sendo integrado ao Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) e regulamentado pelo licenciamento ambiental da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB).
A energia destinada à Motiva está vinculada à Central Solar Novo Oriente VI, com capacidade instalada de 33,7 MW, representando apenas uma parte da energia gerada pelo complexo.
Operações atendidas
O contrato de fornecimento de energia contemplará vários sistemas de transporte, incluindo as linhas 4-Amarela e 5-Lilás do metrô em São Paulo, as linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda do trem, além do VLT Carioca no Rio de Janeiro e várias rodovias, como a Rodovia Presidente Dutra e o Sistema Anhanguera-Bandeirantes.
Redução nos custos e sustentabilidade
O acordo, estruturado na modalidade de autoprodução de energia por arrendamento, permite à Motiva compartilhar a capacidade de produção de eletricidade, o que propõe aumentar a previsibilidade dos gastos com energia, especialmente diante das flutuações do mercado. A empresa já havia registrado uma redução de 20% em suas despesas com eletricidade até o fim de 2025.
Com a nova parceria, a participação da autoprodução no consumo energético do grupo deve passar de 60% para 85%. Além das economias financeiras, o contrato inclui mecanismos para a redução das emissões de carbono, prevendo a eliminação de cerca de 3,8 mil toneladas de CO₂ por ano, por meio de certificados internacionais de energia renovável.
O fornecimento à Motiva está previsto para começar em 2027, dependendo do cumprimento de condições contratuais, incluindo a aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
A nova estratégia da Motiva visa reduzir gastos e emissões relacionadas ao transporte ao longo dos 15 anos do contrato, ampliando o uso de energia proveniente de fontes renováveis.
Fonte: EDP, Motiva
