Cinco tornados foram registrados em menos de uma semana na região Sul do Brasil. Santa Catarina foi o estado mais afetado, com três ocorrências, enquanto o Rio Grande do Sul e o Paraná confirmaram um tornado em cada estado.
Santa Catarina
Santa Catarina registrou três tornados, resultando em duas mortes. Os fenômenos atingiram as cidades de Chapecó, Xanxerê e Rio Negrinho. As vítimas fatais foram localizadas em Rio Negrinho e Xanxerê.
Em Chapecó, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) reportou rajadas de vento de até 126 km/h. Outras cidades catarinenses relataram vendavais variando entre 90 km/h e 131 km/h.
O tornado em Rio Negrinho foi confirmado após análise de imagens de radar meteorológico, que mostraram o deslocamento da linha de instabilidade na tarde do dia 4 de novembro. Em Santa Catarina, 120 municípios registraram ocorrências, com 44 cidades declarando situação de emergência, e 19 solicitações para assistência humanitária foram feitas.
Um total de 5.893 residências foram afetadas, com 56 pessoas desabrigadas e 272 desalojadas.
Rio Grande do Sul
No Rio Grande do Sul, a Defesa Civil confirmou um tornado que atingiu os municípios de Erval Grande, Itatiba do Sul e Barra do Rio Azul, no Norte do estado. O fenômeno ocorreu na manhã do dia 4 de novembro, durante a passagem de uma linha de instabilidade.
A confirmação foi feita com base em registros de imagens e vídeos enviados à Defesa Civil. Desde o dia 1º de novembro, foram registradas 148 ocorrências em 134 municípios, resultando em danos humanos ou materiais em 130 cidades.
Até o momento, 14 casas foram destruídas, 7.013 danificadas, 2.422 destelhadas e 110 imóveis afetados por alagamentos. O número de desabrigados é de 97 pessoas, com 289 desalojadas, além de 25 feridos e dois óbitos sob investigação.
Paraná
No Paraná, o tornado que atingiu Maringá, no Norte do estado, entre os dias 1º e 2 de novembro, foi classificado como categoria F2 pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar).
Na cidade, ocorreram 862 quedas de árvores e cerca de 86 mil residências ficaram sem energia elétrica. O Corpo de Bombeiros teve sua sede destruída devido aos impactos das chuvas. O prefeito de Maringá, Silvio Barros, decretou situação de emergência durante o auge do temporal.
