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BB Seguridade prevê aumento da sinistralidade em 2027 devido ao El Niño, mas sem impacto significativo no lucro

A empresa se prepara para enfrentar um cenário desafiador, mas acredita que os impactos financeiros serão limitados.

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BB Seguridade prevê aumento da sinistralidade em 2027 devido ao El Niño, mas sem impacto significativo no lucro

A BB Seguridade projeta uma elevação da sinistralidade em 2027, levando em consideração a previsão do fenômeno climático El Niño. No entanto, segundo Rafael Sperendio, diretor financeiro da companhia, não há evidências de que tais efeitos impactem de forma material o lucro da empresa.

Durante teleconferência com analistas, Sperendio afirmou: “Trabalhamos com alta da sinistralidade em 2027, mas não é uma sinistralidade muito grande.” Ele destacou que a exposição da seguradora está concentrada nas culturas de soja e milho, principalmente na região Centro-Sul do Brasil, que inclui Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, e que o impacto do El Niño pode variar conforme a região.

Entre os pontos de atenção, estão a possibilidade de seca no norte de Mato Grosso do Sul e em Goiás, além do excesso de chuvas no sul do país. Apesar dessas condições, historicamente a BB Seguridade observa maior sinistralidade em períodos de La Niña do que durante o El Niño.

O calendário de plantio da safra atual está sob controle, com mais de 50% da área de soja já cultivada. No entanto, as lavouras continuam suscetíveis aos riscos climáticos, e eventuais perdas poderão ser refletidas nos resultados da empresa entre o segundo e o terceiro trimestres de 2027.

No terceiro trimestre deste ano, a companhia registrou um impacto de 0,4 ponto percentual na sinistralidade em razão das condições climáticas. Sperendio indicou que, embora se espere algum efeito do El Niño, ainda não há dados que sugiram que esse impacto será relevante para o lucro.

Expectativas para seguros rurais e prestamista

O cenário para o seguro rural e prestamista permanece restritivo em 2027, reflexo das condições macroeconômicas. Sperendio comentou: “Com base nas informações disponíveis, não vemos motivos para recuperação ou aceleração.” As emissões de seguros agrícolas não acompanharam o ritmo esperado, levando a uma revisão das projeções de emissões para 2026, que agora indicam uma queda de 11% a 15%, em comparação ao anterior índice de queda de até 3%.

No terceiro trimestre, os prêmios emitidos recuaram 9,2%, com os seguros agrícolas apresentando uma queda de 34,3% e o prestamista com redução de 10,3%. As emissões de seguros totalizaram R$ 3,81 bilhões, um decréscimo de 8,3% em relação ao ano anterior.

Analistas destacam que, apesar do lucro de R$ 2,43 bilhões no terceiro trimestre ter superado as expectativas, o desempenho operacional mais fraco e a revisão nas projeções para prêmios emitidos suscitaram preocupações sobre a continuidade dessa tendência nos próximos trimestres. As oscilações no mercado devem ser monitoradas, especialmente em relação ao seguro agrícola, que está sob pressão.

Em meio a essas mudanças, o BTG Pactual mantém a recomendação neutra para as ações da BB Seguridade, enquanto outros analistas, como Citi e Itaú BBA, adotaram uma perspectiva pessimista em relação aos papéis da companhia, sugerindo vendas.

Bruno Tavares

Desenvolvedor Web

Bruno Tavares é redator esportivo, empreendedor digital e especialista em produção de conteúdo para a internet. No Radar Sul, acompanha o futebol brasileiro e internacional, a Seleção Brasileira, os bastidores dos clubes e o mercado da bola, produzindo notícias claras, diretas e relevantes para o torcedor. Também atua com SEO e estratégias digitais desde 2008.

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