A Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 registrou, entre janeiro e agosto de 2026, um total de 1.564 denúncias de violências políticas contra mulheres. O levantamento foi publicado pela Agência Brasil com dados do Ministério das Mulheres nesta quinta-feira (1°).
De acordo com o estudo, as denúncias correspondem a 1.581 violações identificadas como violências políticas. A discrepância entre o número de queixas e o de violações se deve ao fato de que um único caso denunciado pode envolver mais de um tipo de violência, quando cometido pelo mesmo agressor.
As principais vítimas dessas violências foram as mulheres negras (pretas e pardas), que representam mais de 53% (843) dos casos registrados. Mulheres brancas somaram 37,72% (590) do total, enquanto as de outras raças representam 8,44%.
No período analisado, os maiores índices de denúncias ocorreram no Sudeste, com 430 registros em São Paulo, seguidos por 260 no Rio de Janeiro e 149 em Minas Gerais. No Sul, destacam-se os números do Rio Grande do Sul com 62 denúncias, do Paraná com 61 e de Santa Catarina com 56.
O levantamento considera como violação a discriminação e desigualdade de tratamento por gênero, raça ou etnia, além de ameaças e difamação contra candidatas a cargos eletivos; divulgação de conteúdo inverídico; desqualificação de habilidades e funções, entre outros aspectos.
Entre os crimes registrados, destacam-se ataques racistas e transfóbicos, ameaças de morte e estupro, vandalização de materiais de campanha, constrangimento, misoginia, coação e intimidação.
