O distrito industrial de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, contará com investimentos privados que totalizam R$ 9,4 bilhões, com expectativa de gerar mais de 11,7 mil novos postos de trabalho. Este projeto, articulado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico e a Portos RS, visa fortalecer o complexo portuário da região, que já abriga as principais companhias do setor.
O Grupo Cobra lidera os investimentos com um aporte de R$ 5,8 bilhões, destinado à construção de uma estação onshore de recebimento, armazenagem e regaseificação de gás natural liquefeito (GNL). Essa obra irá viabilizar o suprimento de GNL no estado, com a Usina Termoelétrica Rio Grande como consumidor âncora. Além disso, outras seis empresas também estão investindo, somando R$ 708 milhões, o que inclui:
– C. Vale (R$ 260 milhões)
– Vanzin (R$ 180 milhões)
– Josapar (R$ 150 milhões)
– Rio Grande Fertilizantes (R$ 55 milhões)
– Fertilizantes Piratini (R$ 35 milhões)
– Mita (R$ 28 milhões)
A nova planta da Yara Fertilizantes em Rio Grande, que teve um investimento de R$ 2 bilhões, é ressaltada como a maior e mais moderna da América Latina em seus processos de produção, mistura e expedição. Diversas outras obras estão em andamento, totalizando valores significativos, como:
– Termasa (R$ 676 milhões)
– Estaleiros do Brasil (R$ 500 milhões)
– Bianchini (R$ 130 milhões)
– Unifertil (R$ 120 milhões)
– AGM – Serra Morena (R$ 80 milhões)
– Terminal Logístico do Arroz (R$ 50 milhões)
– Tanac (R$ 38 milhões)
– Granel Química (R$ 35 milhões)
– Tecon (Grupo Wilson Sons) (R$ 32 milhões)
O projeto “Rio Grande – Porto Indústria” está inserido no programa Avançar, no eixo Avançar pelo Crescimento. Segundo a Portos RS, a implementação do projeto abrangerá 434 lotes, com 338 hectares de sistema viário, 700 quilômetros de vias navegáveis conectando o porto ao interior, um terminal público, quatro terminais privados e 31 berços para atracação.
Recentemente, a Portos RS registrou o melhor resultado da história para o primeiro semestre, com movimentação de 20,8 milhões de toneladas. As exportações de soja em grão continuam na liderança, enquanto as cargas de madeira apresentaram um aumento significativo de mais de 315% em relação ao ano anterior.
