A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) alertou sobre a alta letalidade da hantavirose, uma infecção rara transmitida por roedores silvestres. Em 2026, foram confirmados quatro casos da doença em São Paulo, dos quais um levou ao óbito. A taxa de letalidade no estado é alarmante, alcançando 51% desde 2007 e 46,5% em todo o Brasil. A condição pode causar febre, dores no corpo e evoluir para quadros graves, como a síndrome cardiopulmonar por hantavírus.
Segundo a SES-SP, a hantavirose é uma zoonose viral, cuja transmissão ocorre por inalação de partículas contaminadas ou contato com excrementos de roedores. A maioria dos casos no Brasil ocorre em áreas rurais, relacionados a atividades agrícolas e limpeza de galpões. Até setembro de 2026, o estado contabilizava 199 diagnósticos desde 2007, com 101 mortes confirmadas devido à doença. A identificação precoce é fundamental para o manejo e o início da investigação epidemiológica.
Informações Importantes sobre a Hantavirose
- Hantavirose é causada pelo hantavírus, afetando principalmente trabalhadores rurais.
- A infecção pode ser assintomática ou evoluir para sintomas graves, como insuficiência respiratória.
- As principais formas de transmissão incluem a inalação de aerossóis e o contato com fluidos corporais de roedores.
O Ministério da Saúde destaca que, entre 1993 e março de 2026, o Brasil registrou cerca de 2,4 mil casos de hantavirose, com aproximadamente 960 óbitos. Os anos com mais notificações foram entre 2004 e 2011, quando as taxas de letalidade chegaram a 53% em alguns períodos.
As regiões do Sul, Sudeste e Centro-Oeste concentram a maior parte dos casos registrados no país. As autoridades recomendam cuidado redobrado em áreas rurais, principalmente para pessoas envolvidas em atividades agrícolas.
A população é orientada a reportar imediatamente qualquer caso suspeito e a evitar contato com roedores e seus excrementos.
