Na quinta-feira (26), o município de Porto Alegre apresentou o Plano de Desenvolvimento Urbano Sustentável do Distrito da Inovação, que visa recuperar a habitabilidade e promover o desenvolvimento econômico, tecnológico e cultural do 4º Distrito, uma área de 251 hectares entre a avenida Farrapos e o Lago Guaíba. O plano conta com a colaboração do Instituto Caldeira e inclui importantes instituições como o Museu de Arte Contemporânea e a Igreja Nossa Senhora dos Navegantes.
Os investimentos já garantidos e em execução somam cerca de R$ 1 bilhão, provenientes de recursos nacionais e internacionais, incluindo financiamentos do Banco Mundial. Os recursos serão aplicados em obras de drenagem, construção de casas de bombas, proteção contra cheias e melhorias urbanas. A expectativa é de que os projetos executivos sejam finalizados até o segundo semestre de 2026, com o início das obras programado para o próximo ano.
Entre as ações planejadas estão a construção de calçadas acessíveis, melhorias na iluminação pública, intensificação da arborização e a criação de jardins de chuva. O plano também prevê a instalação de carregadores para veículos elétricos e a implementação de iniciativas de baixo carbono. O reordenamento da mobilidade na área priorizará pedestres e ciclistas, com soluções de mobilidade inteligente sendo integradas ao projeto. A proposta busca a mistura de usos e espaços para startups, centros culturais e serviços, com o objetivo de criar um ecossistema que atraia empresas e talentos para o distrito.
Além disso, será assinado um protocolo de intenções com o governo estadual para a cessão de áreas do Porto de Porto Alegre para o Parque do Porto, que terá cerca de 20 mil metros quadrados. A inauguração do NOC Caldeira, um centro de monitoramento e inteligência territorial, foi outro destaque do evento. Localizado no South Summit Brasil, o NOC será responsável por coletar e analisar dados do 4º Distrito, utilizando sensores distribuídos pela área e uma estação meteorológica própria. O Instituto Caldeira planeja expandir a rede de sensores e incluir ferramentas preditivas de inteligência artificial para antecipar cenários climáticos e operacionais.
O diretor executivo do Instituto Caldeira, Pedro Valério, ressaltou a importância do NOC: “A criação do NOC é uma resposta concreta a uma necessidade real da cidade. Não se trata apenas de tecnologia, mas de como ela pode ser usada para reduzir vulnerabilidades e ampliar a capacidade de resposta da comunidade”.
