O governador eleito do Paraná, Sergio Moro (PL), afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nunca deveria ter deixado a prisão durante uma manifestação em Curitiba, neste sábado (17). A declaração foi feita em frente à Superintendência da Polícia Federal, localizada no Bairro Santa Cândida, e teve como contexto a mobilização de apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República.
Moro fez críticas à administração atual e questionou a decisão que resultou na libertação de Lula, que ficou preso no local entre abril de 2018 e novembro de 2019. “Se a justiça e a lei tivessem sido cumpridos à risca, Lula estaria aqui ainda cumprindo pena e não teria feito tão mal para o país”, afirmou o governador eleito. Ele também destacou que “o bom povo do Paraná sabe a verdade e sabe que Lula nunca deveria ter saído aqui da prisão da Polícia Federal”.
### Carreata percorreu Curitiba em apoio a Flávio Bolsonaro
A manifestação reuniu apoiadores de diversos estados do Sul e teve início na Superintendência da Polícia Federal, com uma carreata que atravessou a Justiça Federal, no Bairro Ahú, e finalizou na Boca Maldita, ponto tradicional de manifestações políticas em Curitiba. Durante o discurso, Moro enfatizou a importância da articulação entre Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul nas eleições presidenciais.
Segundo ele, os estados do Sul compartilham interesses comuns e precisam de maior representação nas decisões do governo federal. Moro ainda acusou Lula de não prestar a devida atenção à região, embora tenha evitado dar exemplos concretos.
A manifestação contou com a presença do governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, e do governador eleito do Rio Grande do Sul, Luciano Zucco, além de parlamentares e outras lideranças políticas da região.
### Moro defende Lava Jato e critica governo Lula
Durante o evento, o governador eleito voltou a defender a Operação Lava Jato, da qual foi juiz em processos realizados em Curitiba, considerando-a um marco no combate à corrupção no Brasil. Ele criticou as decisões que levaram à anulação de condenações e associou o enfraquecimento político da Lava Jato a escândalos no governo federal, mencionando irregularidades no Banco Master e no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
### Mobilização ocorre antes do segundo turno
O ato em Curitiba fez parte da estratégia de mobilização dos apoiadores de Flávio Bolsonaro para o segundo turno das eleições presidenciais, agendado para o dia 25 de outubro. Na manhã do mesmo dia, outras lideranças políticas realizaram motociata em Florianópolis, Santa Catarina.
Ao encerrar a manifestação na Boca Maldita, Moro reiterou a união dos estados do Sul em torno da candidatura de Bolsonaro e convocou os eleitores a participarem da votação.
Fonte: CGN
