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Minas Gerais é o 15º estado no Índice Mackenzie de Ambiente de Negócios, com nota de 4,74 e desafios como morosidade do Judiciário e alta tributação

Apesar da nota positiva, Minas Gerais enfrenta desafios significativos que afetam a competitividade e a atração de investimentos no estado.

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Minas Gerais é o 15º estado no Índice Mackenzie de Ambiente de Negócios, com nota de 4,74 e desafios como morosidade do Judiciário e alta tributação

Minas Gerais ocupa a 15ª posição no Índice Mackenzie de Ambiente de Negócios, com nota 4,74, acima da média nacional de 4,67. No entanto, o estado enfrenta sérios desafios, como a morosidade do Judiciário e a elevada tributação, que impactam negativamente a atividade econômica.

O Índice Mackenzie, desenvolvido pelo Centro Mackenzie de Liberdade Econômica em parceria com o Instituto Millenium, analisa três dimensões: intervenção do governo, operação de empresas e capital humano. Em Minas, o capital humano recebeu nota 5,84, destacando-se na segurança, que obteve 6,29 pontos, e na educação, com 5,83. Contudo, a operação de empresas é a principal área de preocupação, com nota 3,02, influenciada pela morosidade do Judiciário, que teve apenas 0,11 pontos.

Vladimir Fernandes Maciel, coordenador do Centro Mackenzie, salienta que a carga tributária elevada e a desaceleração na abertura de novos negócios são fatores que limitam a competitividade do ambiente de negócios em Minas. O gasto dos governos estadual e municipais foi avaliado em 8,05, o que indica controle das despesas públicas.

O pesquisador também observa um contraste em Minas Gerais, onde os gastos do governo são controlados, mas a tributação muito elevada pesa sobre o ambiente de negócios. Ele aponta que a morosidade do Judiciário e a lentidão na abertura de empresas comprometem a previsibilidade e a atividade empresarial.

A avaliação do Índice de Liberdade Econômica foi feita com informações referentes a 2025 e dados do primeiro semestre de 2026. Portanto, alguns indicadores ainda podem não refletir as informações mais atualizadas.

Além dos desafios locais, o estudo contextualiza Minas dentro de um cenário nacional de baixa competitividade, onde mesmo o estado mais bem classificado, São Paulo, teve apenas 6,09 pontos. Maciel enfatiza que a melhoria do ambiente de negócios é crucial para atrair investimentos, gerar empregos e aumentar a renda.

Tabela de avaliação de Minas Gerais

Indicador Nota
Gastos dos Governos 8,05
Tributação 2,28
Morosidade do Judiciário 0,11
Regulação do Trabalho 5,80
Desempenho da Educação 5,83
Abertura de Empresas 5,69
Desempenho da Saúde 5,39
Dinamismo Empresarial 1,61
Desempenho da Segurança 6,29
Qualidade da Infraestrutura 4,64

Para o futuro, a transição para um novo sistema tributário poderá impactar ainda mais o cenário dos estados. Maciel alerta que estados que utilizam incentivos fiscais terão que se reinventar para não serem prejudicados. Portanto, é fundamental que os governos estaduais invistam em infraestrutura e segurança jurídica para melhorar a competitividade e atrair investimentos.

O Índice também tem como objetivo fornecer aos governos e entidades empresariais informações concretas para tomadas de decisão, através de políticas públicas baseadas em evidências.

Ranking Brasil

  • 1º lugar – São Paulo – 6,09 pontos
  • 2º lugar – Santa Catarina – 5,68 pontos
  • 3º lugar – Goiás – 5,47 pontos
  • 4º lugar – Piauí – 5,29
  • 5º lugar – Rio Grande do Sul – 5,29 pontos
  • 6º lugar – Paraná – 5,19 pontos
  • 7º lugar – Espírito Santo – 5,14 pontos
  • 8º lugar – Paraíba – 5,11 pontos
  • 9º lugar – Ceará – 4,87 pontos
  • 10º lugar – Sergipe – 4,83 pontos
  • 11º lugar – Mato Grosso do Sul – 4,80 pontos
  • 12º lugar – Rio de Janeiro – 4,79 pontos
  • 13º lugar – Maranhão – 4,76 pontos
  • 14º lugar – Rio Grande do Norte – 4,74 pontos
  • 15º lugar – Minas Gerais – 4,74 – pontos

Média nacional – 4,67 pontos

Esse mapeamento e análise permitem identificar as áreas em que Minas pode avançar para melhorar seu ambiente de negócios e estimular a atividade econômica.

Bruno Tavares

Desenvolvedor Web

Bruno Tavares é redator esportivo, empreendedor digital e especialista em produção de conteúdo para a internet. No Radar Sul, acompanha o futebol brasileiro e internacional, a Seleção Brasileira, os bastidores dos clubes e o mercado da bola, produzindo notícias claras, diretas e relevantes para o torcedor. Também atua com SEO e estratégias digitais desde 2008.

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