Minas Gerais ocupa a 15ª posição no Índice Mackenzie de Ambiente de Negócios, com nota 4,74, acima da média nacional de 4,67. No entanto, o estado enfrenta sérios desafios, como a morosidade do Judiciário e a elevada tributação, que impactam negativamente a atividade econômica.
O Índice Mackenzie, desenvolvido pelo Centro Mackenzie de Liberdade Econômica em parceria com o Instituto Millenium, analisa três dimensões: intervenção do governo, operação de empresas e capital humano. Em Minas, o capital humano recebeu nota 5,84, destacando-se na segurança, que obteve 6,29 pontos, e na educação, com 5,83. Contudo, a operação de empresas é a principal área de preocupação, com nota 3,02, influenciada pela morosidade do Judiciário, que teve apenas 0,11 pontos.
Vladimir Fernandes Maciel, coordenador do Centro Mackenzie, salienta que a carga tributária elevada e a desaceleração na abertura de novos negócios são fatores que limitam a competitividade do ambiente de negócios em Minas. O gasto dos governos estadual e municipais foi avaliado em 8,05, o que indica controle das despesas públicas.
O pesquisador também observa um contraste em Minas Gerais, onde os gastos do governo são controlados, mas a tributação muito elevada pesa sobre o ambiente de negócios. Ele aponta que a morosidade do Judiciário e a lentidão na abertura de empresas comprometem a previsibilidade e a atividade empresarial.
A avaliação do Índice de Liberdade Econômica foi feita com informações referentes a 2025 e dados do primeiro semestre de 2026. Portanto, alguns indicadores ainda podem não refletir as informações mais atualizadas.
Além dos desafios locais, o estudo contextualiza Minas dentro de um cenário nacional de baixa competitividade, onde mesmo o estado mais bem classificado, São Paulo, teve apenas 6,09 pontos. Maciel enfatiza que a melhoria do ambiente de negócios é crucial para atrair investimentos, gerar empregos e aumentar a renda.
Tabela de avaliação de Minas Gerais
| Indicador | Nota |
|---|---|
| Gastos dos Governos | 8,05 |
| Tributação | 2,28 |
| Morosidade do Judiciário | 0,11 |
| Regulação do Trabalho | 5,80 |
| Desempenho da Educação | 5,83 |
| Abertura de Empresas | 5,69 |
| Desempenho da Saúde | 5,39 |
| Dinamismo Empresarial | 1,61 |
| Desempenho da Segurança | 6,29 |
| Qualidade da Infraestrutura | 4,64 |
Para o futuro, a transição para um novo sistema tributário poderá impactar ainda mais o cenário dos estados. Maciel alerta que estados que utilizam incentivos fiscais terão que se reinventar para não serem prejudicados. Portanto, é fundamental que os governos estaduais invistam em infraestrutura e segurança jurídica para melhorar a competitividade e atrair investimentos.
O Índice também tem como objetivo fornecer aos governos e entidades empresariais informações concretas para tomadas de decisão, através de políticas públicas baseadas em evidências.
Ranking Brasil
- 1º lugar – São Paulo – 6,09 pontos
- 2º lugar – Santa Catarina – 5,68 pontos
- 3º lugar – Goiás – 5,47 pontos
- 4º lugar – Piauí – 5,29
- 5º lugar – Rio Grande do Sul – 5,29 pontos
- 6º lugar – Paraná – 5,19 pontos
- 7º lugar – Espírito Santo – 5,14 pontos
- 8º lugar – Paraíba – 5,11 pontos
- 9º lugar – Ceará – 4,87 pontos
- 10º lugar – Sergipe – 4,83 pontos
- 11º lugar – Mato Grosso do Sul – 4,80 pontos
- 12º lugar – Rio de Janeiro – 4,79 pontos
- 13º lugar – Maranhão – 4,76 pontos
- 14º lugar – Rio Grande do Norte – 4,74 pontos
- 15º lugar – Minas Gerais – 4,74 – pontos
Média nacional – 4,67 pontos
Esse mapeamento e análise permitem identificar as áreas em que Minas pode avançar para melhorar seu ambiente de negócios e estimular a atividade econômica.
