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Gaeco e Receita Federal realizam operações contra sonegação de impostos no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul

Operações visam desmantelar redes de sonegação e lavagem de dinheiro, com mandados cumpridos em diversos municípios da região Sul do Brasil.

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Gaeco e Receita Federal realizam operações contra sonegação de impostos no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul

O Gaeco e a Receita Federal realizam operações contra sonegação no Paraná e estados vizinhos

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), vinculado ao Ministério Público do Paraná, em parceria com a Receita Federal, deflagrou duas operações contra sonegação de impostos e lavagem de dinheiro, nesta quarta-feira (4): a 2ª fase da operação Enxágue e a operação Catéter. As investigações visam organizações envolvidas em crimes contra a ordem tributária, especificamente sonegação de ICMS, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro no comércio de subprodutos de origem animal.

As operações resultaram no cumprimento de 64 mandados de busca e apreensão em 28 municípios de Paraná, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Nove pessoas foram alvo de medidas cautelares, além de ordens de sequestro e indisponibilidade de bens totalizando R$ 271.481.696,96.

Em Paraná, 23 mandados foram cumpridos em Londrina, 15 em Maringá, e outros em cidades como Arapongas, Apucarana e Cambé. Também houve ações em municípios fora do estado, como Joinville (SC) e Passo Fundo (RS).

A operação Enxágue, iniciada em 2021, já havia revelado um esquema de sonegação fiscal utilizando empresas “noteiras”. Esses estabelecimentos eram criados para emitir notas fiscais sem a real comercialização dos produtos, permitindo a geração de créditos indevidos de ICMS.

Durante a nova fase, o Gaeco apontou que uma estrutura semelhante é utilizada em ambas as operações, onde contadores gerenciavam empresas de fachada para facilitar a sonegação fiscal. Os responsáveis pelo esquema estão utilizando nomes de pessoas em situações vulneráveis ou já falecidas para registrar a titularidade dessas empresas, dificultando a responsabilização fiscal.

O total de impostos sonegados entre 2020 e 2024 chega a cerca de R$ 270 milhões, segundo o MPPR. Este montante poderia ser revertido em investimentos em infraestrutura, saúde e educação, além de causar uma concorrência desleal para empresas que atuam de acordo com a legislação.

Investigações em andamento visam chegar aos verdadeiros responsáveis pelo esquema, com o objetivo de desmantelar essas redes de sonegação e responsabilizar os envolvidos por suas ações.

Fonte: MPPR e Receita Federal

Bruno Tavares

Desenvolvedor Web

Bruno Tavares é redator esportivo, empreendedor digital e especialista em produção de conteúdo para a internet. No Radar Sul, acompanha o futebol brasileiro e internacional, a Seleção Brasileira, os bastidores dos clubes e o mercado da bola, produzindo notícias claras, diretas e relevantes para o torcedor. Também atua com SEO e estratégias digitais desde 2008.

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