Flávio Bolsonaro não irá reconhecer o resultado da eleição após sua derrota para Luiz Inácio Lula da Silva. Com 99,99% das urnas apuradas, Lula obteve 51,78% dos votos, enquanto Flávio recebeu 48,22%, uma diferença de mais de 4,4 milhões de votos.
Diversos líderes, incluindo o presidente do STF, Edson Fachin, e do Tribunal Superior Eleitoral, Nunes Marques, reconheceram a vitória de Lula. Contudo, Flávio Bolsonaro criticou a decisão do ministro do STF, Cristiano Zanin, que estendeu o horário de votação em todo o país, afirmando que houve uma quebra de isonomia entre os cidadãos de diversos estados, sem mencionar que o PL havia solicitado essa extensão em cinco estados: Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul.
O candidato derrotado declarou: “O ministro Zanin atropelou a Justiça especializada prorrogando as eleições por duas horas. Tem muita coisa que precisa ser feita antes de reconhecer esta sacanagem que ocorreu agora.” Ele também anunciou que vai solicitar a anulação do resultado, afirmando ser “inexplicável o que aconteceu”.
Flávio acompanhou a apuração em um comitê de campanha em Brasília, que pertence ao advogado Vicente Santini, e contou com a presença de apoiadores, incluindo o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o coordenador da campanha, senador Rogério Marinho.
O ambiente durante a apuração começou animado, mas mudou quando Lula recuperou a liderança. Flávio se retirou para uma sala reservada junto com sua equipe, enquanto seus apoiadores continuavam a acompanhar os resultados. Antes do início da apuração, aliados de Flávio também haviam criticado a extensão do horário de votação, sistematicamente colocando em dúvida a legitimidade do processo eleitoral.
Fonte: O Globo
