O candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, esteve em Porto Alegre (RS) para uma agenda de campanha, onde visitou o bairro Sarandi, uma das áreas mais afetadas pelas cheias de 2024. A comitiva do candidato acredita que parte dos danos causados pelas inundações poderia ter sido mitigada com medidas preventivas e investimentos contínuos em infraestrutura.
Durante sua visita à capital gaúcha, Flávio criticou a gestão federal na reconstrução da região e na assistência a moradores afetados, acusando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de não cumprir compromissos assumidos com a população. O candidato se comprometeu a aumentar os recursos federais para obras de contenção e drenagem, enfatizando a necessidade de concluir e expandir os diques de proteção na região.
Além das propostas de infraestrutura, Flávio Bolsonaro também mencionou a intenção de retomar linhas de financiamento para agricultores que perderam terras devido à tragédia, assim como investir na malha ferroviária entre Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Esse projeto é considerado crucial para reduzir os custos de escoamento agrícola e aumentar as exportações da Região Sul.
Apoio de lideranças regionais
A visita de Flávio a Porto Alegre permitiu reunir importantes lideranças políticas da região. Acompanhado pelos governadores recém-eleitos Luciano Zucco (PL) do Rio Grande do Sul e Sérgio Moro (PL) do Paraná, além dos reeleitos Jorginho Mello (PL) de Santa Catarina e Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), o candidato buscou consolidar sua influência nos estados onde seus aliados tiveram sucesso nas eleições.
Em um ato público, Flávio reiterou que, se eleito, o ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar, o acompanharia ao subir a rampa do Palácio do Planalto durante a cerimônia de posse.
Debates em Brasília
Enquanto Flávio Bolsonaro se dedicava a sua agenda no Sul, as atenções no Senado Federal se voltavam para a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que busca abolir a jornada de trabalho no formato 6×1. Este tema ganhou relevância nas discussões econômicas e trabalhistas em meio ao cenário eleitoral.
