A dragagem e aprofundamento do canal de acesso à Baía da Babitonga, em Santa Catarina, avançam após a assinatura do contrato da Parceria Público-Privada (PPP) entre o governo do estado e o Porto Itapoá. O projeto, orçado em R$ 300 milhões, visa permitir a atracação de embarcações de até 366 metros, tornando-se o primeiro complexo portuário do Brasil a operar navios dessa dimensão.
O edital de licitação para a escolha da empresa responsável já está disponível no site do Porto de São Francisco. A abertura das propostas está prevista para o início de junho, com a expectativa de que as obras comecem ainda este ano e sejam concluídas em 2026.
Segundo Egídio Martorano, presidente da Câmara de Transporte e Logística da Fiesc, a obra é uma demanda histórica e pode aumentar a competitividade de Santa Catarina no comércio exterior. Com o aprofundamento do canal, a capacidade operacional deverá passar de 10 mil TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) para 16 mil TEUs. O presidente do Porto de Itapoá, Ricardo Arten, destacou que a alteração fará uma diferença significativa no volume de contêineres movimentados, com a expectativa de um acréscimo de mais de um milhão de contêineres ao ano.
Atualmente, os portos da Baía da Babitonga se destacam pela eficiência, com o Porto de São Francisco do Sul registrando 17 milhões de toneladas de mercadorias movimentadas no último ano. O Porto Itapoá, maior empregador da região, movimentou cerca de 1,2 milhão de TEUs, alcançando 14 milhões de toneladas em 2024, um crescimento de 19% em relação a 2023.
