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Desafios da infraestrutura no Rio Grande do Sul: gargalos nas rodovias e necessidade de integração multimodal

O estado enfrenta um cenário crítico de infraestrutura, com rodovias em péssimas condições e a necessidade urgente de diversificação no transporte.

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Desafios da infraestrutura no Rio Grande do Sul: gargalos nas rodovias e necessidade de integração multimodal

O Rio Grande do Sul enfrenta grandes desafios em sua infraestrutura e logística, que impactam diretamente os custos de transporte e a competitividade do setor produtivo. O Estado é dependente das rodovias, que, segundo a Confederação Nacional do Transporte (CNT), têm 73% de seus trechos considerados em condições “regulares, ruins ou péssimas”. Essa situação se agrava com as limitações na utilização de hidrovias, ferrovias e aeroportos regionais.

A enchente de 2024 complicou ainda mais o cenário, causando um prejuízo estimado em R$ 4,1 bilhões na infraestrutura de transporte, com deslizamentos, pontes derrubadas e interrupções nas operações do Aeroporto Internacional Salgado Filho, o principal do Estado.

Desafios no Sistema Rodoviário

Atualmente, cerca de 90% do transporte no Estado é realizado por rodovias. Contudo, a qualidade das estradas é alarmante. Dados de 2025 indicam que apenas 27% das rodovias são consideradas boas ou ótimas. Especialistas ressaltam a urgência em diversificar a matriz de transporte para melhorar a logística e a competitividade do setor, especialmente com a integração de modos como o ferroviário e o hidroviário.

Implicações concretas da situação caótica das rodovias incluem custos adicionais para empresas. Sigrid Pesenatto, do Laticínio Sans Souci, estima que sua operação enfrenta até 15% a mais em custos devido a rodovias em más condições.

Ações na Infraestrutura Rodoviária

Apenas 411 quilômetros de rodovias foram duplicados entre 2016 e 2026, e ainda há um caminhão de obras em andamento. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) destina R$ 1,1 bilhão para intervenções emergenciais e recuperação de vias que foram danificadas.

Ferrovias e Hidrovias em Declínio

A malha ferroviária do Estado sofreu uma queda drástica, de 3,8 mil quilômetros em operação para aproximadamente 921 quilômetros. Além disso, a concessão da Malha Sul, que inclui ferrovias do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina, se aproxima do fim, e a Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT) propõe dividir as responsabilidades em três lotes, o que gera incertezas sobre a continuidade da gestão eficiente da malha.

As hidrovias, que poderiam ser uma alternativa viável, estão subutilizadas. Antes, o Estado possuía 1,2 mil quilômetros navegáveis; hoje, esse número é inferior a 700, com apenas três portos ativos operando regularmente. O governo estadual promete investir R$ 731 milhões em dragagens e obras de infraestrutura para revitalizar essas vias.

Aeroportos Regionais e Necessidade de Expansão

O Estado passou de seis aeroportos operacionais para um pico de 15 em 2021, mas muitos perderam suas operações comerciais devido à mudança no mercado aéreo, que favoreceu aeronaves maiores. O moderno Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, recuperou em parte seu movimento após a enchente, mas há necessidade de expandir a rede aeroportuária para cobrir a demanda regional e evitar a dependência de um único terminal.

Propostas para o Futuro

Para enfrentar esses desafios, especialistas sugerem a formação de um planejamento integrado entre o governo estadual e federal, com um olhar a longo prazo sobre a infraestrutura do Estado. Isto inclui a finalização de obras pendentes, a valorização de novos modais de transporte e o estabelecimento de hubs logísticos, como o projeto já em andamento em Santa Maria.

O fortalecimento da logística no Rio Grande do Sul é essencial para reduzir custos e garantir a competitividade do setor produtivo, diante de um cenário em que o Estado já apresenta o maior custo logístico proporcional do Brasil.

Entre as soluções destacadas estão a recuperação de rodas, a continuidade das obras de dragagem nas hidrovias e a melhoria das rodovias, essenciais para alavancar o crescimento econômico do Estado e atrair novos investimentos.

O sucesso na recuperação e desenvolvimento da infraestrutura viária, ferroviária e hidroviária pode tornar o Rio Grande do Sul um polo logístico estratégico no Brasil.

Bruno Tavares

Desenvolvedor Web

Bruno Tavares é redator esportivo, empreendedor digital e especialista em produção de conteúdo para a internet. No Radar Sul, acompanha o futebol brasileiro e internacional, a Seleção Brasileira, os bastidores dos clubes e o mercado da bola, produzindo notícias claras, diretas e relevantes para o torcedor. Também atua com SEO e estratégias digitais desde 2008.

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