Pelo segundo mês consecutivo, a confiança dos industriais no Rio Grande do Sul apresentou queda, conforme o Índice de Confiança do Empresário Industrial gaúcho (Icei-RS), divulgado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs). Em setembro, o índice alcançou 42,4 pontos, uma redução de 1,3 ponto em relação a agosto, aprofundando a desconfiança entre os empresários.
O resultado indica um cenário de piora nas condições econômicas atuais, com maior cautela em relação ao desempenho dos negócios nos próximos seis meses. O índice de condições atuais caiu de 40,4 pontos em agosto para 37,8 pontos em setembro, marcando o segundo menor nível do ano, superando apenas os 37,6 pontos registrados em abril.
Além disso, o índice que avalia as condições da economia brasileira também sofreu queda significativa, passando de 32,5 para 29,6 pontos. Este é o menor índice desde julho de 2020, quando estava em 27,8 pontos. Aproximadamente 68,7% dos empresários sentiram que as condições atuais pioraram ou pioraram muito, enquanto 29,9% consideraram que permaneceram inalteradas.
O índice de condições das empresas caiu para 41,9 pontos, a maior queda do ano. Entre os respondentes, 36,6% afirmaram que as condições se deterioraram em relação aos últimos seis meses, enquanto 56% notaram que a situação permaneceu a mesma.
Em relação às expectativas futuras, houve uma nova queda no índice, que passou de 45,3 pontos para 44,8, sinalizando uma continuidade do pessimismo entre os industriais gaúchos para os próximos meses. Enquanto isso, o índice de expectativas da economia brasileira avançou um ponto, fixando-se em 36,5 pontos, ainda abaixo da linha dos 50, o que indica um predominância de expectativas pessimistas. Metade dos respondentes (50%) espera uma piora nas condições nos próximos seis meses.
O índice de expectativas das próprias empresas acumula a quarta queda consecutiva, atingindo 48,9 pontos, o que sugere uma perspectiva negativa em relação aos negócios. Cerca de 26,1% dos empresários preveem piora ou muita piora nas condições de suas empresas, enquanto 51,5% acreditam que a situação permanecerá inalterada.
Fonte: FIERGS
