Moção de aplauso reconhece trabalho de Graciani Barbosa com autismo em Pato Branco
A Câmara Municipal de Pato Branco concedeu uma moção de aplauso à psicóloga Graciani Barbosa da Silva, em reconhecimento ao trabalho desenvolvido há mais de 10 anos com crianças e adolescentes com transtorno do espectro autista (TEA) e pessoas com deficiência na região.
A homenagem celebra uma trajetória que começou com atendimentos clínicos e se expandiu para uma abordagem multidisciplinar, envolvendo famílias e escolas.
Graciani enfatizou que o cuidado com as crianças deve incluir também os familiares, que frequentemente enfrentam sobrecarga emocional, preconceitos e julgamentos da sociedade. Segundo ela, muitas famílias são críticas pelas reações e comportamentos de seus filhos, situações que podem ser mal interpretadas como falta de limites.
Para a psicóloga, o sofrimento das famílias está intimamente ligado à falta de compreensão e preparo da sociedade para lidar com as diferenças.
Pesquisa sobre saúde mental das famílias
A profissional está desenvolvendo uma pesquisa voltada à saúde emocional dos pais e responsáveis por crianças com autismo, a qual será apresentada em um congresso internacional na Europa. Graciani observou que orientar os pais sobre como estimular o desenvolvimento dos filhos nem sempre é suficiente, pois algumas famílias enfrentam dificuldades devido a barreiras emocionais.
A partir dessa percepção, sua pesquisa investiga a importância de cuidar das dificuldades enfrentadas pelos responsáveis. Ela defende que políticas públicas de saúde poderiam ampliar o atendimento às famílias, especialmente por meio de ações vinculadas à Estratégia Saúde da Família.
Atenção ao aumento dos diagnósticos de autismo
Sobre o aumento nos diagnósticos de autismo após a pandemia, Graciani apontou que fatores como mudanças nos critérios, a identificação de casos antes não registrados e um maior conhecimento sobre o transtorno contribuíram para esse crescimento, mas não podem ser atribuídos diretamente à pandemia.
Na sua avaliação, muitas pessoas que antes não eram diagnosticadas passaram a ter suas necessidades reconhecidas.
Inclusão nas escolas
A inclusão de alunos com TEA nas escolas demanda orientação, capacitação dos professores e compreensão das necessidades individuais de cada criança.
Regis Teles
