O Brasil continua a ser a segunda economia mais inovadora da América Latina e do Caribe, conforme o Índice Global de Inovação (IGI) de 2026. O estudo atribui destaque ao tamanho do mercado brasileiro e às suas forças em ciência, empreendedorismo e ativos intangíveis.
O país permanece atrás apenas do Chile e é o único na região com desempenho em inovação acima do esperado para seu nível de desenvolvimento, uma condição mantida por seis anos consecutivos.
No cenário global, o Brasil caiu uma posição e agora ocupa a 53ª posição entre 139 economias avaliadas pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI).
Diagnóstico da inovação no Brasil
O relatório aponta que o Brasil possui a base de ciência e pesquisa e desenvolvimento (P&D) mais ampla da América Latina. Segundo a OMPI, esse ecossistema é sustentado por São Paulo, único cluster brasileiro entre os 100 principais polos de inovação do mundo.
Outro ponto a ser destacado é o desempenho nos resultados de inovação, que é superior ao dos insumos dessa área. O país está na 50ª posição em outputs, a mesma de 2025, e na 66ª posição em inputs, em comparação com a 63ª do ano passado.
O relatório também destaca que, apesar do potencial, existem desafios para a indústria na transformação desse conhecimento em resultados produtivos em maior escala. O Brasil ocupa a 90ª posição em colaboração em pesquisa e desenvolvimento (P&D) entre universidades e empresas, enquanto o P&D realizado pelo setor privado está na 36ª posição.
De acordo com o relatório, há um desafio em converter os pontos fortes do ecossistema brasileiro em ganhos mais amplos de produtividade, o que implica em ampliar o P&D realizado pelo setor privado e melhorar a disponibilidade de capital humano para a inovação.
Sobre o Índice Global de Inovação
O Índice Global de Inovação 2026 classifica o desempenho em inovação de 139 economias, mapeia os 100 principais polos de inovação do mundo e analisa as principais tendências globais de inovação.
O tema específico deste ano questiona como as startups de ciência avançada podem transformar pesquisas inovadoras em novas indústrias e o que é necessário para que essas empresas consigam escalar suas operações.
