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Brasil registra safra recorde de maçã com 1,6 milhão de toneladas e quadruplica exportações para 48,6 mil toneladas em 2026

A produção histórica impulsiona o mercado interno e gera novas oportunidades de exportação, apesar dos desafios logísticos enfrentados.

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Brasil registra safra recorde de maçã com 1,6 milhão de toneladas e quadruplica exportações para 48,6 mil toneladas em 2026

O Brasil alcançou a maior produção de maçã de sua história na safra 2025/26, colhendo 1,6 milhão de toneladas, conforme dados da ABPM (Associação Brasileira de Produtores de Maçã). O volume produzido é quase o dobro das 850 mil toneladas registradas nas duas temporadas anteriores e supera o recorde de 1,3 milhão de toneladas alcançado em 2017.

A elevação na produção resultou em maior oferta da fruta no mercado interno, levando à redução dos preços ao consumidor. Entretanto, foi necessário escoar parte do excedente para o exterior, em um ano em que as exportações cresceram, mas não atingiram as expectativas do setor.

Exportações

As exportações de maçã brasileiras somaram 48,6 mil toneladas em 2026, um salto em relação às 13 mil toneladas do ano anterior, representando um avanço de 274%. A receita obtida chegou a US$ 49,6 milhões. A ABPM havia projetado exportações de 100 mil toneladas para o ciclo, mas o volume efetivamente embarcado foi menor.

O conflito no Oriente Médio impactou negativamente as vendas para a região e dificultou a logística internacional, resultando em excesso de oferta em outros mercados. A Índia se destacou como o principal destino da maçã brasileira, com 18,1 mil toneladas, seguida pela Arábia Saudita, com 10,1 mil toneladas. Ao todo, a fruta foi enviada para mais de 25 países.

No que diz respeito à origem das exportações, o Rio Grande do Sul liderou com 38,7 mil toneladas, seguido por Santa Catarina com 9,6 mil toneladas e Paraná com 56 toneladas.

Produção no Sul

Os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul respondem pela maior parte da produção nacional. Santa Catarina colheu aproximadamente 830 mil toneladas e o Rio Grande do Sul cerca de 710 mil toneladas, totalizando 1,54 milhão de toneladas, quase toda a safra do Brasil. O Paraná contribuiu com cerca de 50 mil toneladas, com São Paulo e Minas Gerais respondendo pelo restante.

A ABPM atribui o volume recorde à capacidade produtiva e tecnológica da cadeia produtiva brasileira. A associação ressalta a importância da abertura de novos mercados, como México e Malásia, para diversificar os destinos das exportações e aliviar a pressão da oferta sobre o mercado doméstico.

Expectativas para a próxima safra

Para a safra 2026/27, a ABPM considera as condições iniciais positivas, após um inverno favorável e uma florada abundante. No entanto, a entidade alerta que ainda é cedo para estimar o volume da próxima colheita, prevista para começar no início de 2027, com as variedades Gala e Fuji. O resultado dependerá da evolução das próximas etapas do ciclo produtivo e das condições climáticas.

Fonte: ABPM

Bruno Tavares

Desenvolvedor Web

Bruno Tavares é redator esportivo, empreendedor digital e especialista em produção de conteúdo para a internet. No Radar Sul, acompanha o futebol brasileiro e internacional, a Seleção Brasileira, os bastidores dos clubes e o mercado da bola, produzindo notícias claras, diretas e relevantes para o torcedor. Também atua com SEO e estratégias digitais desde 2008.

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