A arrecadação em Santa Catarina atingiu R$ 4,6 bilhões em abril, apresentando um crescimento nominal de 18,4% em comparação com abril do ano passado. Quando a inflação de 3,9% do período (IPCA) é considerada, o aumento real fica em 13,9%. O bom desempenho dos setores de combustíveis, que teve alta nominal de 39,7%, supermercados (25,9%) e bebidas (22,3%) foi crucial para esse resultado positivo. Outros segmentos econômicos acompanhados também mostraram crescimento, exceto pelo setor de materiais de construção, que registrou queda de 5,7%.
Apesar do resultado animador, Cleverson Siewert, secretário da Fazenda, ressalta a importância de manter cautela. Ele destaca a necessidade de atenção aos números e a prioridade em manter o equilíbrio das contas públicas e os pagamentos em dia. Este alerta se baseia em projeções que indicam uma desaceleração no ritmo de crescimento ao longo do ano, além das incertezas relacionadas à economia local, global e a eventos externos, como as fortes chuvas que impactaram Santa Catarina entre outubro e novembro do ano anterior e que agora afetam o Rio Grande do Sul.
A calamidade climática no Rio Grande do Sul pode ter repercussões na economia catarinense, considerando que este estado é o terceiro maior parceiro comercial de Santa Catarina, atrás apenas do Paraná e de São Paulo. Em 2023, a movimentação econômica entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul somou R$ 159 bilhões, representando 13,6% do total de arrecadação do estado. Siewert afirma que a arrecadação costuma ser influenciada por uma combinação de fatores, incluindo o cenário macroeconômico e o desempenho das indústrias, comércio e serviços locais. Embora os números sejam motivadores, é essencial que Santa Catarina continue a equilibrar suas contas para potencializar recursos em projetos sociais que beneficiem a população.
