Direita se reposiciona após a fuga de Flávio Bolsonaro; Esquerda busca espaço na Assembleia Legislativa de Santa Catarina; Vereadores de Garopaba contestam contratação de OS para hospital
Reposicionamento da Direita
Após a fuga de Flávio Bolsonaro (PL) para os Estados Unidos, o cenário político brasileiro passa por mudanças significativas. Em sua carta divulgada, Flávio se autoproclamou como “líder do Brasil”, embora tenha sido derrotado nas eleições. A situação gerou descontentamento dentro do próprio partido, que contava com ele para liderar a oposição.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), destacou a importância de respeitar o resultado das urnas. A senadora eleita Michelle Bolsonaro (PL) e o presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, também buscam articular o futuro do partido em um encontro em Brasília. Jorginho Mello (PL), governador de Santa Catarina, alinha-se a esse movimento ao afirmar que sempre defenderá os interesses de seu estado enquanto respeita as instituições.
Liderança Regional
Nos bastidores, Jorginho Mello é visto como um potencial líder entre os governadores do Sul, articulando uma possível união entre os estados em torno de pautas em comum com Sérgio Moro (PR) e Luciano Zucco (RS).
Esquerda na Alesc
O Partido dos Trabalhadores (PT) busca garantir representatividade na mesa diretora da Assembleia Legislativa de Santa Catarina. O deputado reeleito Fabiano da Luz disse que está em diálogo com outros parlamentares para assegurar que a segunda maior bancada tenha espaço na mesa e na presidência de duas comissões, mantendo os cargos nas áreas de Saúde e Educação.
Controvérsias em Garopaba
O Tribunal de Contas de Santa Catarina suspendeu a contratação do Instituto Maria Schmitt (IMAS) para gerir o novo Hospital Municipal de Garopaba, apontando possíveis irregularidades. O vereador Rodrigo Oliveira (PT) criticou a pressão da prefeitura para aprovar o projeto sem debater adequadamente com a comunidade e órgãos de controle, alertando para a urgência de um hospital público, mas ressaltando a necessidade de transparência no processo.
O vereador Nazinho Gonçalves (MDB) lamentou a falta de espaço para discutir a construção do hospital, destacando que a pressa do prefeito Júnior Bento (Progressistas) pode atrasar um projeto essencial para a saúde municipal.
