A Polícia de alguns estados brasileiros está utilizando veículos de luxo, antes pertencentes a criminosos, como parte de sua frota para o combate ao crime. Entre os estados que implementaram essa prática estão Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
No Paraná, a polícia incorporou modelos como GM Camaro, Porsche Macan e Audi TT, que anteriormente eram utilizados para atividades ilícitas, como tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Esses veículos, agora adaptados com as cores da Polícia Militar, não podem ser vendidos e passam a ser utilizados nas rondas diárias da corporação.
Em 2019, o Ministério Público do Rio Grande do Sul destinou um GM Camaro SS, apreendido em ações de combate à lavagem de dinheiro, à Polícia Civil de Passo Fundo, onde atualmente circula para missão de patrulhamento.

Ainda no Paraná, a Polícia Federal recebeu, em 2021, uma Lamborghini Gallardo, confiscada de Claudio José de Oliveira, conhecido como “rei do bitcoin”, preso durante a Operação Daemon. O carro foi apreendido em uma ação contra uma quadrilha que desviou mais de R$ 1,5 bilhão por meio de negociações com criptomoedas.

Em Santa Catarina, a Polícia Federal apreendeu um Porsche 911 Turbo, avaliado em mais de R$ 1,5 milhão, durante uma operação contra o tráfico, que culminou na prisão de Marco Cadeddu, um traficante italiano. O carro agora também faz parte da frota da PF, uma medida que visa demonstrar à sociedade que o crime não compensa.

Essa prática de utilizar veículos de luxo apreendidos traz benefícios, mas também desafios. Os custos com manutenção e operação desses veículos são uma preocupação para os cofres públicos, pois exigem recursos significativos para abastecimento e cuidados mecânicos.
