A Polícia Federal (PF) deflagrou, em 4 de novembro, a Operação Ifrit contra uma organização criminosa suspeita de tráfico internacional de drogas e armas, além de lavagem de dinheiro. O grupo, que atuava na fronteira entre Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, e Pedro Juan Caballero, no Paraguai, movimentou mais de R$ 500 milhões em dois anos e tinha conexões com facções criminosas.
A operação está em andamento em sete estados e envolve o cumprimento de 26 mandados de prisão—sendo 25 preventivas e um temporário—e 76 mandados de busca e apreensão. A Justiça também determinou o afastamento de três policiais civis de Mato Grosso do Sul, além de medidas de monitoramento eletrônico.
As investigações revelaram que o comando da organização era exercido por um núcleo familiar, composto por três irmãos e seus filhos. Entre os envolvidos, estão policiais civis e militares, que supostamente forneceram informações e apoio às atividades da organização criminosa. A Polícia Federal não divulgou os nomes dos agentes investigados ou as funções que exerciam.
O principal centro de operações do grupo estava localizado em Ponta Porã, onde utilizavam armamento pesado, veículos blindados, drones e equipamentos de comunicação para controlar territórios e intimidar concorrentes. As drogas e armas eram obtidas na Bolívia, Peru e Paraguai, sendo posteriormente distribuídas, principalmente, em São Paulo, Paraná e Santa Catarina, enquanto uma parte seguia para a Europa, em particular para Espanha e Portugal.
Além de tráfico de drogas, os membros do grupo são investigados por sequestros, torturas, atentados e homicídios, operando desde pelo menos 2018. A Receita Federal identificou movimentações financeiras que ultrapassaram R$ 500 milhões, evidenciando o uso de empresas de fachada para ocultar a origem e o destino dos recursos.
A Operação Ifrit foi autorizada pela Justiça Federal de Campo Grande e conta com a colaboração da Receita Federal na execução das medidas programadas.
Fonte: Revista Oeste
