A nova regra da CBF, implementada na 23ª rodada do Campeonato Brasileiro, tem causado uma queda significativa nos atendimentos médicos a goleiros. Desde sua adoção, os atendimentos caíram em impressionantes 65%, contribuindo para um jogo mais dinâmico e menos paradas interrompendo as partidas.
Impacto nos atendimentos
Segundo dados da CBF, antes da implementação da nova regra, foram registrados 88 atendimentos a goleiros em 215 partidas, resultando em uma média de 0,409 paradas por jogo. Após a mudança, esse número reduziu para apenas 9 atendimentos em 62 jogos, trazendo a média para 0,145 atendimentos por partida. Em contraste, as médias dos anos anteriores eram bem mais altas, com picos de 0,544 atendimentos em 2025.
O fim da lesão “estratégica”
A CBF identificou que a maior parte dos atendimentos ocorria não por lesões reais, mas por estratégias de jogo: 83% eram consideradas “estratégicas”. Antes da nova regra, 90% dos atendimentos aconteciam quando o time do goleiro estava vencendo ou empatando. Com as novas diretrizes, dos 9 atendimentos recentes, nenhum ocorreu com o time à frente do placar, sendo 55,6% em placar empatado e 44,4% com o time em desvantagem.
Funcionamento da nova regra
Para combater a prática da “cera”, a CBF implementou penalizações. Se um jogador de linha pede atendimento, ele deve permanecer fora do campo por pelo menos 60 segundos. Para os goleiros, a regra se adapta: ao serem atendidos, um jogador de linha deve sair de campo por um minuto, com algumas diretrizes para a escolha:
- O treinador tem até 10 segundos para indicar quem sai de campo.
- Se não houver indicação, o capitão deve sair.
- Se o goleiro for o capitão, um jogador sorteado deve cumprir a exclusão.
Dessa forma, o ritmo do jogo aumenta e as equipes são obrigadas a manter seus placares de maneira mais justa, baseada no desempenho em campo.
