Assédio eleitoral gera 1.459 denúncias em todo o Brasil, com destaque para o Paraná
O Ministério Público do Trabalho (MPT) registrou 1.459 denúncias de assédio eleitoral entre os dias 26 e 29 de outubro, um aumento de mais de 75% em relação ao período anterior. Essas queixas correspondem a cerca de 40% do total de 3.396 denúncias recebidas ao longo de 2026. O estado do Paraná se destacou com 338 registros, posicionando-se como o terceiro estado com maior número de denúncias, atrás apenas de São Paulo e Minas Gerais.
O assédio eleitoral ocorre quando um empregador pressiona ou ameaça um trabalhador em razão de suas escolhas políticas, seja para votar em determinado candidato ou para não votar. Para coibir essa prática, o governo lançou um canal de denúncias oficial e informou que a Carteira de Trabalho Digital agora apresenta alertas sobre os direitos dos trabalhadores em relação ao tema.
Nesta quinta-feira, o governo anunciou a criação de uma lista de empregadores envolvidos em casos de discriminação e assédio eleitoral, o que resultará em restrições ao acesso a créditos públicos e notificações a plataformas digitais. O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou que o assédio é inaceitável e foram implementadas diversas medidas para combater essa prática no país.
A situação também chegou ao Judiciário, com uma decisão que proíbe a deputada estadual Índia Armelau (PL-RJ) de incentivar empresários a discriminarem ou demitirem trabalhadores com base em suas convicções políticas, sob pena de multa diária de R$ 5 mil.
No Paraná, a mobilização contra o assédio eleitoral já havia sido iniciada pela Federação dos Empregados em Postos de Combustíveis e Lojas de Conveniências do Estado do Paraná (Fepetro-PR), que mobilizou frentistas sobre o tema. Os trabalhadores prejudicados têm o direito de processar os empregadores, e a legislação atual prevê medidas severas para quem for condenado por práticas discriminatórias.
As denúncias podem ser registradas pelo site do MPT, pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital ou nas unidades do Ministério do Trabalho, e é importante ressaltar que o prazo para queixas não se encerra após as eleições.
