A presença de jogadores estrangeiros no Brasileirão e os novos limites para 2027
O Brasileiro de 2026 conta com 159 jogadores estrangeiros inscritos, mas uma nova regra a partir de 2027 vai estabelecer limites para atletas não brasileiros. Contudo, jogadores com dupla nacionalidade não contarão nessa quota, o que pode mudar o cenário para diversos clubes.
Para que um jogador estrangeiro não ocupe uma vaga no limite, ele pode nascer no Brasil, ter raízes familiares brasileiras ou possuir dupla nacionalidade. Um exemplo recente é o zagueiro argentino Walter Kannemann, que obteve sua cidadania brasileira em março de 2026, após um processo de dois anos. O atleta, que chegou ao Grêmio em 2016, está em vias de regularizar sua situação, assim como o goleiro Agustín Rossi, do Flamengo.
Requisitos para a naturalização brasileira
Existem critérios específicos que devem ser atendidos para a naturalização no Brasil. Aos interessados, é exigido um mínimo de quatro anos de residência no país, que pode ser reduzido para um ano em caso de refugiados ou imigrantes casados com brasileiros. Além disso, é necessário o domínio da língua portuguesa e a inexistência de condenação penal.
Atualmente, diversos jogadores da Série A estão em posição de solicitar a cidadania brasileira. Entre eles estão:
- Atlético-MG: Alan Franco
- Bahia: Michel Araújo e Acevedo
- Flamengo: Arrascaeta, Agustín Rossi, Guillermo Varela e Erick Pulgar
- Fluminense: Germán Cano, Agustín Canobbio e Soteldo
- Grêmio: Villasanti
- Internacional: Gabriel Mercado
- Palmeiras: Gustavo Gómez, Flaco López e Joaquín Piquerez
- Red Bull Bragantino: Isidro Pitta e Andrés Hurtado
- São Paulo: Arboleda e Calleri
- Santos: Miguelito
- Vitória: Brítez e Emmanuel Martínez
Por fim, é importante destacar que a aquisição da cidadania brasileira permite ao jogador ter documento de identidade e passaporte do Brasil, além de participar plenamente da vida civil e política do país, salvo em algumas exceções, como a presidência da República.
