O Índice de Confiança do Empresário Industrial do Rio Grande do Sul (Icei-RS) registrou um avanço de 3,1 pontos em outubro, subindo de 42,4 para 45,5 pontos, embora ainda permaneça abaixo da marca dos 50 pontos, evidenciando a cautela dos empresários na região. O levantamento foi divulgado pelo Sistema Fiergs.
A melhora no índice foi impulsionada especialmente pelas expectativas em relação aos próximos seis meses, conforme explica o presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier. “As incertezas políticas e econômicas no cenário nacional, além de mudanças na jornada de trabalho, continuam a suscitar preocupações sobre produtividade e emprego. Internacionalmente, as tensões no Oriente Médio e o fortalecimento do El Niño trazem incertezas significativas, especialmente no setor agropecuário e na infraestrutura”, afirmou Bier.
Condicionantes atuais e suas avaliações
O índice de condições atuais subiu 0,8 ponto em outubro, alcançando 38,6 pontos. Apesar do avanço, o indicador tem se mostrado negativo desde novembro de 2024, com avaliações desfavoráveis prevalecendo entre os industriais gaúchos. O índice de condições da economia brasileira, um dos componentes do índice, registrou uma leve alta, passando de 29,6 para 30,9 pontos, mas ainda assim, 62,4% dos empresários relataram uma piora das condições econômicas.
Em relação ao desempenho de suas próprias empresas, o índice alcançou 42,4 pontos, com um avanço de 0,5 ponto em relação ao mês anterior. Contudo, a percepção geral continua negativa, com 36% dos empresários afirmando que a situação se deteriorou nos últimos seis meses.
Expectativas para o futuro
O índice de expectativas subiu 4,1 pontos de setembro para outubro, atingindo 48,9 pontos, o maior valor do ano. A expectativa em relação à economia brasileira também teve uma alta significativa, chegando a 42,4 pontos, marcando o segundo mês consecutivo de crescimento.
Apesar de permanecer abaixo dos 50 pontos, esse indicador alcançou o maior nível desde novembro de 2024, o que indica uma diminuição no pessimismo. Ainda, 36,8% dos empresários preveem uma piora nas condições econômicas nos próximos seis meses, enquanto 47,2% esperam estabilidade. O índice de expectativas das próprias empresas se tornou otimista, alcançando 52,2 pontos, com 48,8% dos empresários prevendo estabilidade em suas operações e 30,4% esperançosos por uma melhoria.
