O senador Flávio Bolsonaro (PL) recebeu o apoio formal de 16 dos 27 diretórios regionais do MDB durante um evento realizado em São Paulo, na terça-feira (13). A sigla, que havia declarado neutralidade no primeiro turno das eleições, agora adere parcialmente ao candidato que lidera as pesquisas, a 12 dias da nova votação.
O apoio foi articulado pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e pelo prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB). Flávio já contava com apoio em estados como São Paulo, mas agora recebeu adesões também de Goiás e do Rio Grande do Sul, após a derrota de Ronaldo Caiado (PSD) ao cargo de governador.
Os diretórios que anunciaram apoio a Flávio incluem os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Norte, Mato Grosso, Distrito Federal, Goiás, Amapá, Acre, Tocantins, Roraima, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul. A expectativa inicial era que o número de diretórios chegasse a 17, mas Sergipe decidiu permanecer neutro, com prefeitos em lados opostos.
Paralelamente, uma ala do MDB alinhada ao presidente Lula divulgou uma carta para apoiar a reeleição do petista, assinada por 10 diretórios, todos localizados na região Norte e Nordeste do Brasil. O documento menciona a defesa da liberdade, da democracia e a manutenção de políticas sociais.
Compromisso com a democracia
No evento de apoio a Flávio Bolsonaro, o deputado federal Baleia Rossi, presidente nacional do MDB, enfatizou a necessidade de um “compromisso incondicional com a defesa da democracia” e a “pacificação nacional”, abordando temas como responsabilidade fiscal e valorização do agronegócio.
Flávio Bolsonaro também se manifestou, afirmando que representa “o último obstáculo” para evitar que o país se torne uma “barbárie”. Ele criticou a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) e defendeu a necessidade de respeitar os direitos constitucionais dos cidadãos.
Movimentação do Centrão
Além do apoio do MDB, Flávio Bolsonaro angariou a adesão da maioria dos partidos do chamado “Centrão”, como a federação União Progressista (União Brasil e PP), Republicanos e Podemos. O PSD, embora tenha manifestado apoio individualmente por Caiado, mantém sua neutralidade em nível partidário. Enquanto isso, Lula conta com o respaldo de três partidos de esquerda que não conseguiram obter sucesso no primeiro turno: PSTU, PCB e UP, além da coligação formada por PT/PV/PCdoB, Psol/Rede, PSB e PDT.
