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Minas Gerais registra 351 denúncias de assédio eleitoral no trabalho, com Paraná em terceiro lugar com 338 reclamações

Levantamento do MPT revela aumento significativo nas queixas de assédio eleitoral, destacando a urgência de proteger a liberdade de escolha dos trabalhadores.

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Minas Gerais registra 351 denúncias de assédio eleitoral no trabalho, com Paraná em terceiro lugar com 338 reclamações

Minas Gerais ocupa o segundo lugar entre os estados brasileiros com mais denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho, conforme dados do Ministério Público do Trabalho (MPT). De acordo com o levantamento divulgado após o segundo turno das eleições, o estado registrou 351 denúncias até 29 de outubro, ficando atrás apenas de São Paulo, que contabilizou 620.

No recorte regional, o Paraná ficou em terceiro lugar, com 338 registros; seguido pelo Rio de Janeiro, com 252; Rio Grande do Sul, com 223; e Santa Catarina, com 165. Ao todo, o MPT recebeu 3.396 denúncias em todo o país ao longo de 2026.

Denúncias aumentaram após o segundo turno

O volume de reclamações cresceu de forma expressiva nos dias seguintes à votação do dia 25 de outubro. Até o encerramento do segundo turno, Minas Gerais tinha 212 denúncias. Na atualização de 29 de outubro, o número subiu para 351, indicando que novos relatos continuaram chegando ao órgão após a disputa eleitoral.

Em âmbito nacional, o MPT informou que recebeu 1.459 denúncias nos três dias seguintes ao segundo turno, o que representa aproximadamente 40% de todas as queixas registradas no ano.

O que caracteriza assédio eleitoral

O assédio eleitoral no trabalho ocorre quando alguém utiliza uma posição de poder ou influência no ambiente profissional para pressionar, constranger, intimidar ou discriminar trabalhadores por suas escolhas políticas. Essa prática pode envolver ameaças de demissão, promessas de vantagens ou tentativas de interferir no voto.

A liberdade de escolha política é um direito do trabalhador; empregadores não podem exigir apoio a candidatos ou questionar o voto de funcionários.

Como denunciar

Trabalhadores que sofrerem pressão, ameaça ou retaliação por motivos políticos podem apresentar denúncias ao Ministério Público do Trabalho. O MPT recebe relatos, investiga os casos e pode recorrer à Justiça quando necessário. O órgão permanece atento a possíveis represálias contra trabalhadores em razão das escolhas feitas nas urnas.

Bruno Tavares

Desenvolvedor Web

Bruno Tavares é redator esportivo, empreendedor digital e especialista em produção de conteúdo para a internet. No Radar Sul, acompanha o futebol brasileiro e internacional, a Seleção Brasileira, os bastidores dos clubes e o mercado da bola, produzindo notícias claras, diretas e relevantes para o torcedor. Também atua com SEO e estratégias digitais desde 2008.

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