Deltan Dallagnol, senador eleito pelo Paraná em 04 de outubro, anunciou a proposta do Fundo Sul durante uma entrevista. O objetivo é corrigir e trazer recursos na distribuição de verbas federais para o estado.
A proposta visa a criação de um fundo de desenvolvimento voltado para infraestrutura, portos, estradas, empresas e geração de empregos, com especial atenção para regiões como o Sudoeste paranaense.
“O Paraná precisa ser respeitado! A gente trabalha, produz e manda bilhões para Brasília, mas, de cada R$ 100 enviados, apenas R$ 16 voltam para o nosso estado”, declarou Deltan nas redes sociais.
Similaridades com Fundos Regionais
De acordo com Dallagnol, o Fundo Sul terá semelhança com fundos já existentes em outras regiões do Brasil, como o Nordeste e o Norte. “Não existe um fundo pro Sul. Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná não usufruem disso”, afirmou.
O senador destacou que, no último ano, o fundo do Nordeste recebeu R$ 50 bilhões em investimentos, ressaltando que “R$ 80 bilhões é o orçamento total do estado do Paraná”.
Situação da Candidatura
Nas eleições de 2026, Daltan Dallagnol conquistou a segunda vaga do Paraná no Senado Federal no primeiro turno, recebendo 2.904.594 votos, ou 25,14% dos votos válidos. Contudo, sua cadeira ainda é alvo de incertezas: no dia 08 de outubro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adiou a análise que determinará a legitimidade de sua candidatura.
Esse adiamento ocorreu a pedido da defesa de Deltan, que discute a sua elegibilidade. A legislação estabelece uma inelegibilidade de oito anos para membros do Ministério Público que perderam o cargo por decisão judicial ou deixaram a posição voluntariamente durante uma investigação. Deltan solicitou exoneração do Ministério Público Federal (MPF) enquanto respondia a 15 processos no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), que resultaram em penas de censura e advertência.
