A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) adiou para uma próxima reunião, ainda sem data definida, a discussão sobre o fim do limite de 12 jogos para transferências entre clubes do Campeonato Brasileiro e a criação de equipes B. As duas questões foram apresentadas na reunião com representantes das Séries A e B, realizada na segunda-feira (21.set.2026), no Rio de Janeiro, pelo dono da SAF (Sociedade Anônima do Futebol) do Londrina, Guilherme Bellintani.
Atualmente, um jogador pode trocar de clube durante o Brasileiro desde que não tenha disputado mais de 12 partidas pela equipe de origem. Esse limite era de 6 jogos antes de ser ampliado para 12 em 2026. Bellintani defende que essa restrição seja revogada, permitindo que atletas troquem de equipe mesmo após ultrapassar esse número.
“Duas pautas ficaram para um próximo momento. A 1ª delas é justamente acabar com o limite de número de jogos para transferência de jogador entre clubes no próprio Campeonato Brasileiro”, afirmou Bellintani.
A segunda proposta diz respeito à permissão para que clubes de todas as divisões mantenham uma equipe B para competir em torneios oficiais. Este modelo já é adotado por clubes europeus como Barcelona, Benfica e Porto, e, segundo Bellintani, criaria uma etapa intermediária entre as categorias de base e o time profissional.
“A nossa proposta é que os clubes pudessem, assim como já há em outras ligas europeias, ter um ‘clube B’. Que os clubes de Série A, Série B, Série C, qualquer que seja, possam ter um ‘clube B’ para disputar competições e assim dar espaço para jovens também jogarem”, comentou.
Ainda não foram definidos formato de competição, critérios de acesso ou regras para inscrição das equipes B. A proposta está alinhada com a intenção da CBF de aumentar a participação de jogadores sub-23, cuja presença nos elencos tem diminuído nos últimos anos.
O que foi aprovado
Os clubes decidiram pela redução gradual do limite de estrangeiros relacionados por partida. O número passará de 9 para 8 em 2027 e chegará a 5 em 2030. Londrina, Flamengo e Bahia foram contrários a essa alteração.
O limite de 50 jogadores inscritos no Brasileiro foi mantido, mas haverá uma divisão entre atletas acima e abaixo de 23 anos. Em 2027, serão 30 vagas na Lista A e 20 na Lista B, com o formato se tornando 25 vagas em cada lista até 2030.
Bellintani mencionou que a redução do número de estrangeiros pode criar oportunidades para jogadores brasileiros e jovens, embora tenha alertado que isso pode impactar a capacidade econômica e esportiva do campeonato.
Além disso, o dirigente destacou o aumento do tempo de bola rolando como um dos resultados das mudanças discutidas pela CBF e pelos clubes nos últimos meses.
