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Brasileirão prioriza veteranos e dá espaço limitado para jovens, revela estudo do CIES

Estudo aponta que a Série A do Brasileirão destina apenas 9,1% dos minutos a jogadores sub-22, evidenciando a dificuldade de jovens talentos em se firmar no cenário nacional.

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Brasileirão prioriza veteranos e dá espaço limitado para jovens, revela estudo do CIES

Série A do Brasileirão tem menor percentual de jovens sub-22 entre ligas analisadas

Um estudo do CIES Football Observatory revela que a Série A do Campeonato Brasileiro está em nono lugar em um ranking que mede o uso de jovens jogadores, destinando apenas 9,1% dos minutos disputados a atletas abaixo de 22 anos. Isso coloca o torneio atrás de praticamente todas as ligas sul-americanas e da Major League Soccer (MLS) dos Estados Unidos.

A média de idade dos jogadores na Série A também tem aumentado, chegando a 28,5 anos, enquanto a participação de atletas entre 21 e 23 anos caiu. O levantamento indica que, apesar de os clubes utilizarem novas gerações, isso ocorre de forma esporádica devido à pressão por resultados imediatos, o que compromete o desenvolvimento dos talentos.

Comparando os dados, a Liga AUF, do Uruguai, lidera com 18,1% dos minutos destinados a atletas sub-22. A Liga MX, do México, e a MLS empatam na segunda posição com 13,7%, seguidas pela Copa de Primera, do Paraguai, com 13%, e a Primera División argentina, que alcança 11,9%. Também ligas de Chile, Peru e Colômbia superam o Brasil, que se situa à frente apenas da Liga Pro do Equador, com 7,5%.

A Série A envelhece

Recentemente, um estudo da CBF mostrou que a média de idade dos jogadores na Série A cresceu de 27,3 anos, em 2021, para 28,5 anos nesta temporada. A média de idade dos reforços também é considerada alta, com 26,3 anos. De acordo com levantamento, a participação de jogadores entre 21 e 23 anos caiu de 17% em 2022 para 11% em 2026, enquanto a presença de atletas entre 27 e 29 anos subiu de 19% para 28%.

O Mirassol é o clube com a maior média de idade, atingindo 30,5 anos, enquanto o RB Bragantino apresenta a média mais jovem, com 25,6 anos.

Oportunidades para os jovens são escassas

Apesar do número de jovens utilizados ter sido expressivo, com 206 jogadores até 23 anos em campo no Brasileirão de 2026, a realidade é que a continuidade no time titular é um fator crítico. Os clubes precisam oferecer mais tempo de jogo aos jovens, o que é fundamental para seu desenvolvimento. A pressão por resultados rápidos pode estar dificultando essa dinâmica.

Um alerta para o futuro do futebol brasileiro

O Brasil segue como um grande exportador de talentos. Assim, a baixa participação dos jogadores sub-22 no principal campeonato nacional é preocupante. Aumentar as oportunidades para os jovens transcende a formação, sendo uma estratégia vital para os clubes. O desafio está em facilitar a transição das categorias de base para o profissional e oferecer condições para que jogadores evoluam continuamente.

A falta de utilização dos jovens na Série A indica que essa é uma área que requer atenção, especialmente em um país reconhecido pela sua capacidade de revelar talentos.

Bruno Tavares

Desenvolvedor Web

Bruno Tavares é redator esportivo, empreendedor digital e especialista em produção de conteúdo para a internet. No Radar Sul, acompanha o futebol brasileiro e internacional, a Seleção Brasileira, os bastidores dos clubes e o mercado da bola, produzindo notícias claras, diretas e relevantes para o torcedor. Também atua com SEO e estratégias digitais desde 2008.

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