A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 7,7 bilhões em setembro, um valor que mais que dobrou em relação ao mesmo mês de 2025, quando o superávit foi de US$ 3,14 bilhões. Os dados foram divulgados na terça-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).
Esse desempenho positivo deve-se ao crescimento das exportações, que apresentaram um aumento de 12,9% no período.
Principais números:
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Superávit: US$ 7,74 bilhões (+146,4% ante setembro de 2025);
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Exportações: US$ 34,42 bilhões (+12,9%);
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Importações: US$ 26,68 bilhões (-2,4%);
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Corrente de comércio: US$ 61,09 bilhões (+8%).
A corrente de comércio, que é a soma das exportações e importações, alcançou a marca de US$ 61 bilhões, o maior valor já registrado para meses de setembro na série histórica, e o segundo maior valor geral, perdendo apenas para junho deste ano (US$ 61,99 bilhões).
Exportações em alta
O crescimento das vendas externas foi liderado pela indústria extrativa, que totalizou US$ 9,4 bilhões, seguida pela indústria de transformação, que alcançou US$ 17,6 bilhões, e pelo agronegócio, com US$ 7 bilhões.
Entre os produtos que se destacaram estão o petróleo bruto, minério de cobre, farelos de soja e combustíveis. O petróleo, em particular, viu seu aumento nas exportações impulsionado pela elevação de 24,7% nos preços médios, em meio ao agravamento do conflito no Oriente Médio.
Destinos das vendas
As exportações cresceram para muitos dos principais mercados do Brasil, incluindo os Estados Unidos, apesar das tensões comerciais. As vendas para o país aumentaram 31,9% em setembro, mesmo com a aplicação de novas tarifas sobre produtos brasileiros, embora tenham caído 6,5% no acumulado do ano.
Para a União Europeia, o crescimento das exportações pode ser atribuído ao acordo com o Mercosul, que facilitou as vendas, especialmente de alimentos, para o bloco.
No acumulado de janeiro a setembro, a balança comercial registrou um superávit de US$ 62,4 bilhões.
Fonte: ABR
